Memórias do Paraíso

Sb 8,1-6

Leitura correspondente à memória de Santa Hildegarda de Bingen

[A Sabedoria] se estende com vigor de uma extremidade à outra, e com suavidade governa todas as coisas. Eu a amei e busquei desde a juventude e a pretendi como esposa, apaixonado pela sua beleza. A sua convivência com Deus realça a sua nobre origem, pois o Senhor de todas as coisas a amou. Conhecedora da ciência de Deus, é ela quem seleciona as suas obras. Se a riqueza é um bem desejável na vida, que há de mais rico do que a Sabedoria, que realiza todas as coisas? Se é o bom senso que age eficazmente, quem mais que a Sabedoria é artífice de todas estas coisas que existem?

Hoje temos a alegria de falar sobre uma santa que nós, do Harpa Dei, conhecemos sobretudo através da sua música. Trata-se de Santa Hildegarda de Bingen, Doutora da Igreja e uma figura muito significativa da Baixa Idade Média. Para começar, apresentamos alguns dados biográficos sobre Santa Hildegarda: ela nasceu em 1098 no vale do Reno, sendo a décima filha do cavaleiro Hildeberto de Bermersheim e da sua esposa, Matilde.

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O caminho real

1Cor 12,31-13,13

Irmãos, aspirai aos dons mais elevados. Eu vou ainda mostrar-vos um caminho incomparavelmente superior. Se eu falasse todas as línguas, as dos homens e as dos anjos, mas não tivesse caridade, eu seria como um bronze que soa ou um címbalo que retine. Se eu tivesse o dom da profecia, se conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, se tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, mas se não tivesse caridade, eu não seria nada. Se eu gastasse todos os meus bens para sustento dos pobres, se entregasse o meu corpo às chamas, mas não tivesse caridade, isso de nada me serviria. A caridade é paciente, é benigna; não é invejosa, não é vaidosa, não se ensoberbece; não faz nada de inconveniente, não é interesseira, não se encoleriza, não guarda rancor; não se alegra com a iniquidade, mas regozija-se com a verdade. Suporta tudo, crê tudo, espera tudo, desculpa tudo. A caridade não acabará nunca. As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência desaparecerá. Com efeito, o nosso conhecimento é limitado e a nossa profecia é imperfeita. Mas, quando vier o que é perfeito, desaparecerá o que é imperfeito. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Quando me tornei adulto, rejeitei o que era próprio de criança. Agora nós vemos num espelho, confusamente, mas, então, veremos face a face. Agora, conheço apenas de modo imperfeito, mas, então, conhecerei como sou conhecido. Atualmente permanecem estas três coisas: fé, esperança, caridade. Mas a maior delas é a caridade. Read More

Festa de Nossa Senhora das Dores: “As Dores de Maria”

A memória que celebramos hoje remonta à Festa das Sete Dores de Nossa Senhora, introduzida pelo Papa Bento XIII no ano de 1721.

A Mãe Dolorosa tem sido venerada no cristianismo oriental desde os primeiros séculos. O grande poeta Efrém, o Sírio (+373) já cantava sobre a Virgem sob a Cruz, e um grande número de autores da antiguidade cristã retratam as Dores de Maria. Esses textos vieram a fazer parte da liturgia do Oriente. Assim, já no século VI, a representação de Maria sob a Cruz era comum.

Por outro lado, no Ocidente, a devoção à Nossa Senhora das Dores começou a se espalhar somente no século XII. A Ordem dos Servos de Maria (Servitas), fundada em 1233, divulgou a veneração da “Mater Dolorosa” a uma grande parte da população cristã. O famoso hino à Mãe Dolorosa “Stabat Mater”, também surgiu nesta época. A veneração de Nossa Senhora das Dores está profundamente enraizada no coração das pessoas desde a Idade Média. Também surgiram locais de peregrinação com a imagem de Jesus sendo colocado no colo de sua Mãe Dolorosa após a sua descida da Cruz.

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Festa da Exaltação da Santa Cruz: “A Cruz: sinal de salvação”

Fl 2,6-11

Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor” — para a glória de Deus Pai.

Somente da perspectiva do amor é que a Cruz de nosso Senhor pode ser compreendida em profundidade. Se não adquirirmos esta visão, não poderemos compreender a verdadeira mensagem: “De tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único” (Jo 3,16).

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