Agora descestes, Amado Espírito Santo! Nesta ocasião, chegastes na tempestade, em uma “violenta rajada de vento” (cf. At 2,2); e não em uma “brisa suave” como quando vos manifestastes ao vosso amigo, o Profeta Elias (cf. 1Rs 19,11-13). A ele vos mostrastes de forma mais escondida e suave, assim como costumais agir nas almas daqueles que vos deixam entrar. Mas hoje, no acontecimento de Pentecostes, foi diferente… Quão maravilhoso e convincente foi o vosso agir! Os apóstolos falavam e anunciavam em sua própria língua; mas todos os ali presentes os entendiam, cada qual em seu próprio idioma.
Meditações sobre o Espírito Santo (8/14): LUZ NA ESCURIDÃO
Vinde, Espírito Santo, iluminai-nos, porque Vós sois a luz que ilumina nossas trevas. Apartai de nós toda cegueira espiritual, para que possamos vos reconhecer melhor e ser capazes de perceber a realidade em vossa luz. Pois há uma grande diferença entre ver a realidade simplesmente em sua dimensão natural, ou saber reconhecer vosso trabalho em tudo.
Meditações sobre o Espírito Santo (7/14): A PAZ
Querido Espírito Santo, um de vossos frutos maravilhosos é a paz. É uma paz que o mundo não pode dar (cf. Jo 14,27), mas também não pode roubar. Portanto, é uma paz diferente da paz que conhecemos normalmente: é uma paz que permanece.
Meditações sobre o Espírito Santo (6/14): A BENIGNIDADE
Espírito Santo, diz-se de Vós que sois um espírito amável, benigno e amante dos homens, e um dos frutos que fazeis crescer nas almas é precisamente a benignidade.
A benignidade é uma atitude tão agradável em uma pessoa, com a qual ela poderá facilmente conquistar ao outro, fazendo-o sentir-se amado e respeitado. Se é uma benignidade sem falsidade ou hipocrisia – e certamente será se crescer na alma como fruto de vosso trabalho – ela se torna um sol na vida do homem. A benignidade reflete a atitude com a qual Deus vem ao nosso encontro, pois Ele não só quer que o reconheçamos como nosso Pai, mas também ser nosso amigo íntimo.
Meditações sobre o Espírito Santo (5/14): “A ALEGRIA”
Espírito Santo, a alegria é um dos frutos mais belos que Vós fazeis crescer em nós. É aquela alegria que, como o amor, faz com que tudo seja mais fácil e supera o fardo que a vida tantas vezes traz consigo; uma alegria que é espiritualmente contagiosa, podendo oferecer um raio de luz e consolo à outra pessoa, contanto que ela não se feche a isso.
Meditações sobre o Espírito Santo (4/14): “O DOMÍNIO PRÓPRIO”
Amado Espírito Santo, no princípio Vós pairáveis sobre as águas e transformastes o caos em ordem (cf. Gn 1,2). Agora, Vós também quereis trazer ordem ao caos causado pelo pecado: ordem em nossa vida interior e exterior. Tanto alvoroço foi causado pelo pecado original e pelos consequentes pecados pessoais, a ponto de que vosso amigo Paulo gemia ao perceber esta lei em seus membros que lutava contra a lei de seu espírito, e que o prendia à lei do pecado (cf. Rm 7,23). Juntamente com ele, também nós gememos: “Quem me livrará deste corpo que me acarreta a morte?” (Rom 7,24)
Meditações sobre o Espírito Santo (3/14): “A MANSIDÃO”
Amado Espírito Santo, doce hóspede da alma, infundi em nós o espírito de mansidão; aquele espírito que permeia tudo, que transforma o coração e o torna dócil, que o purifica de toda dureza, que é tão suave e doce como Vossa Amada Noiva, nossa Mãe Maria.
