Santa Joana d’Arc (X) “A retratação de Joana”

Joana havia suportado as terríveis provações dos interrogatórios, os degradantes assédios dos guardas ingleses, as duras condições de reclusão e as diversas tentativas dos juízes de acusá-la de heresia. Nem mesmo a ameaça de tortura a havia dobrado. Com o apoio das santas que a acompanhavam, manteve-se inabalável e disse àqueles que a ameaçavam com a tortura: «Em verdade, ainda que me quebrásseis os membros e separásseis a alma do corpo, não poderia dizer-vos outra coisa. E se me obrigásseis a falar, sempre diria que me fizestes falar pela força».

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Santa Joana d’Arc (VIII) “Um plano diabólico: Joana é transferida para Rouen”

Com a captura de Joana, logo ficou claro o que os ingleses pretendiam fazer com ela. Joana não era simplesmente uma prisioneira de guerra importante, mas sim a sua inimiga mais temível, já que, com a sua intervenção, a supremacia inglesa na guerra contra a França havia chegado ao fim. Eles sabiam muito bem qual era a causa de suas derrotas. A interpretação que fizeram foi a de que Joana era uma bruxa e que, pela influência do diabo, tinha conseguido provocar essa reviravolta contra eles.

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Santa Joana d’Arc (VII) “A captura de Joana”

Após a coroação de Carlos VII em Reims, começaram as negociações entre o rei e os borgonheses. Como ouvimos na meditação de ontem, Joana havia escrito, no mesmo dia da coroação, uma carta ao duque da Borgonha, Filipe, o Bom, suplicando-lhe em nome de Deus: «Que o rei da França e vós seleis uma paz boa e estável que dure por muito tempo. Perdoai-vos mutuamente de todo o coração, como cristãos».

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