“A INVENCIBILIDADE DE UMA ALMA QUE AMA” 

«Nem as circunstâncias físicas nem as do espaço podem limitar a liberdade de uma alma que ama.» (São Bernardo de Claraval).

A arte do verdadeiro amor consiste em encontrar o sentido mais elevado de todas as coisas quando se aprende a vê-las sob a perspectiva do Pai Celestial. Até mesmo o sofrimento e as circunstâncias mais difíceis podem ser vencidos quando a alma está unida a Deus. De certa forma, ela se torna invencível, pois encontra a ponte que a conecta a Ele em todas as circunstâncias. Assim, também não permite que a dinâmica negativa das circunstâncias a desanime e preserva sempre a sua liberdade.

Muitas vezes, podemos observar isso de maneira admirável nos mártires. Diante dos tormentos que tinham de suportar ou com os quais eram ameaçados, não perdiam o ânimo nem permitiam que estes os levassem a ações contrárias à vontade de Deus. Muito pelo contrário! Em meio à sua angústia, entregavam ao Senhor o grande dom da vida e, por amor a Ele, permaneciam fiéis ao seu caminho. Manifestava-se neles o espírito de fortaleza, que os tornava capazes de buscar e concretizar o amor divino em todas as situações. O próprio Deus lhes dava a força, preservando assim a sua liberdade.

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Novas estradas em caminhos seguros

Lc 5,33-39

Naquele tempo, os fariseus e os mestres da Lei disseram a Jesus: “Os discípulos de João, e também os discípulos dos fariseus, jejuam com frequência e fazem orações. Mas os teus discípulos comem e bebem”. Jesus, porém, lhes disse: “Os convidados de um casamento podem fazer jejum enquanto o noivo está com eles? Mas dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, naqueles dias, eles jejuarão”. Jesus contou-lhes ainda uma parábola: “Ninguém tira retalho de roupa nova para fazer remendo em roupa velha; senão vai rasgar a roupa nova, e o retalho novo não combinará com a roupa velha. Ninguém coloca vinho novo em odres velhos; porque, senão, o vinho novo arrebenta os odres velhos e se derrama; e os odres se perdem. Vinho novo deve ser colocado em odres novos. E ninguém, depois de beber vinho velho, deseja vinho novo; porque diz: o velho é melhor”. Read More