“UMA MORTE DOCE” 

«Aprenda a viver de tal maneira que a hora da sua morte lhe seja doce. Mantenha o seu coração livre e sempre elevado a Deus, pois não possui aqui cidade permanente.» (Tomás de Kempis).

Uma doce hora da morte! Que perspectiva maravilhosa! Isso não pode significar outra coisa senão aguardar com alegria a morte, ou melhor, o retorno ao Pai Celestial.

De fato, quando tomamos conciência de que, dia a dia, corremos ao encontro do nosso Pai, que nos guia e nos acompanha em nossa peregrinação pela Terra, nosso coração se inflama cada vez mais, e o nosso desejo de viver em comunhão com Ele na eternidade se torna mais forte.

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Não vá além do que está escrito

1Cor 4,6b-15

Irmãos, apliquei essa doutrina a mim e a Apolo, por causa de vós, para que o nosso exemplo vos ensine a não vos inchar de orgulho, tomando o partido de um contra outro, e a “não ir além daquilo que está escrito”. Com efeito, quem é que te faz melhor que os outros? O que tens que não tenhas recebido? Mas, se recebeste tudo que tens, por que, então, te glorias, como se não o tivesses recebido? Vós já estais saciados! Já vos enriquecestes! Sem nós, já começastes a reinar! Oxalá estivésseis mesmo reinando, para nós também reinarmos convosco! Na verdade, parece-me que Deus nos apresentou, a nós apóstolos, em último lugar, como pessoas condenadas à morte. Tornamo-nos um espetáculo para o mundo, para os anjos e os homens. Nós somos os tolos por causa de Cristo, vós, porém, os sábios nas coisas de Cristo. Nós somos os fracos; vós, os fortes. Vós sois tratados com toda a estima e atenção, e nós, com todo o desprezo. Até à presente hora, padecemos fome, sede e nudez; somos esbofeteados e vivemos errantes; fadigamo-nos, trabalhando com as nossas mãos; somos injuriados, e abençoamos; somos perseguidos, e suportamos; somos caluniados, e exortamos.

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