Descuido com o amor de Deus

Hoje, ouviremos o Evangelho do XIV Domingo após o Pentecostes, de acordo com o calendário tradicional.

Mt 6,24-33

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Ninguém pode servir a dois senhores: pois, ou odiará um e amará o outro, ou será fiel a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro. Por isso eu vos digo: não vos preocupeis com a vossa vida, com o que havereis de comer ou beber; nem com o vosso corpo, com o que havereis de vestir. Afinal, a vida não vale mais do que o alimento, e o corpo, mais do que a roupa? Olhai os pássaros dos céus: eles não semeiam, não colhem, nem ajuntam em armazéns. No entanto, vosso Pai que está nos céus os alimenta. Vós não valeis mais do que os pássaros? Quem de vós pode prolongar a duração da própria vida, só pelo fato de se preocupar com isso? E por que ficais preocupados com a roupa? Olhai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam. Porém, eu vos digo: nem o rei Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é queimada no forno, não fará ele muito mais por vós, gente de pouca fé? Portanto, não vos preocupeis, dizendo: ‘O que vamos comer? O que vamos beber? Como vamos nos vestir?’ Os pagãos é que procuram essas coisas. Vosso Pai, que está nos céus, sabe que precisais de tudo isso. Pelo contrário, buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo.”

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O martírio de São João Batista

Devido às viagens missionárias que estamos a realizar atualmente, recorremos, por vezes, a meditações dos últimos anos. Seja como for, vale a pena ouvir novamente a meditação de hoje, sobre o martírio de São João Batista.

Jr 1,17-19

Leitura correspondente à memória do martírio de São João Batista

Naqueles dias, a Palavra do Senhor foi-me dirigida: “Vamos, põe a roupa e o cinto, levanta-te e comunica-lhes tudo que eu te mandar dizer. Não tenhas medo, senão, eu te farei tremer na presença deles. Com efeito, eu te transformarei hoje numa cidade fortificada, numa coluna de ferro, num muro de bronze contra todo o mundo, frente aos reis de Judá e seus príncipes, aos sacerdotes e ao povo da terra; eles farão guerra contra ti, mas não prevalecerão, porque eu estou contigo para defender-te”, diz o Senhor.

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Festa de São Bartolomeu, Apóstolo: “O apóstolo Bartolomeu”  

Jo 1,45-51

Filipe encontra Natanael e lhe diz: “Achamos aquele de quem Moisés escreveu na Lei e que os profetas anunciaram; é Jesus de Nazaré, filho de José”. Respondeu-lhe Natanael: “Pode, porventura, vir coisa boa de Nazaré?” Disse-lhe Filipe: “Vem e  vê.” Jesus vê Natanael, que lhe vem ao encontro, e diz: “Eis um verdadeiro israelita, no qual não há falsidade.” Natanael pergunta-lhe: “De onde me conheces?” Respondeu Jesus: “Antes que Filipe te chamasse, eu o vi quando estavas debaixo da figueira.” Falou-lhe Natanael: “Rabbí, tú és o Filho de Deus, tú és o Rei de Israel.” Jesús replicou-lhe: “Porque eu te disse que te vi debaixo da figueira, crês! Verás coisas maiores que esta.” E acrescentou: “Em verdade, em verdade vos digo: vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem.” Read More

A Sabedoria de Deus em tudo

Rm 11,33-36

Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus! Como são inescrutáveis os seus juízos e impenetráveis os seus caminhos! De fato, quem conheceu o pensamento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Ou quem se antecipou em dar-lhe alguma coisa, de maneira a ter direito a uma retribuição? Na verdade, tudo é dele, por ele e para ele. A ele a glória para sempre. Amém!

Esta exclamação brota das profundezas do coração de São Paulo ao reconhecer os maravilhosos desígnios de Deus apesar da obstinação do povo de Israel, que na sua maioria não reconheceu o Messias. A Paulo foi concedido um conhecimento profundo de Deus, e para evitar que ele caísse em presunção o Senhor permitiu que passasse por um certo sofrimento que ele mesmo descreve como um “espinho” na sua carne (cf. 2 Cor 12, 7).

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Uma lição de humildade

Mt 23,1-12

Naquele tempo, Jesus falou às multidões e aos seus discípulos: “Os mestres da Lei e os fariseus têm autoridade para interpretar a Lei de Moisés. Por isso, deveis fazer e observar tudo o que eles dizem. Mas não imiteis suas ações! Pois eles falam e não praticam. Amarram pesados fardos e os colocam nos ombros dos outros, mas eles mesmos não estão dispostos a movê-los, nem sequer com um dedo. Fazem todas as suas ações só para serem vistos pelos outros. Eles usam faixas largas, com trechos da Escritura, na testa e nos braços, e põem na roupa longas franjas. Gostam de lugar de honra nos banquetes e dos primeiros lugares nas sinagogas. Gostam de ser cumprimentados nas praças públicas e de serem chamados de Mestre. Quanto a vós, nunca vos deixeis chamar de Mestre, pois um só é vosso Mestre e todos vós sois irmãos. Na terra, não chameis a ninguém de pai, pois um só é vosso Pai, aquele que está nos céus. Não deixeis que vos chamem de guias, pois um só é o vosso Guia, Cristo. Pelo contrário, o maior dentre vós deve ser aquele que vos serve. Quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado”. Read More

A hierarquia dos mandamentos

Mt 22,34-40

Naquele tempo, os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus. Então eles se reuniram em grupo, e um deles perguntou a Jesus, para experimentá-lo: “Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?” Jesus respondeu: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento!’ Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: ‘Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’. Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos”.

Escutaremos uma meditação escrita pelo irmão Elias, narrada por Felipe e acompanhadas por cantos de Harpa Dei.

É importante termos a ordem dos mandamentos em mente a fim de agirmos de acordo com esta hierarquia. O primeiro e mais importante dos mandamentos é amar a Deus. Este é o fator decisivo para que o homem corresponda à ordem fundamental de sua existência.

O cumprimento do primeiro mandamento é a missão principal da vida e somente alcançará sua plenitude na eternidade.

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O traje de festa

Mt 22,1-14

Naquele tempo, Jesus tornou a falar-lhes por meio de parábolas: “O reino dos Céus é comparado a um rei que celebrava as bodas de seu filho. Enviou seus servos para chamar os convidados, mas eles não quiseram vir. Enviou outros ainda, dizendo-lhes: Dizei aos convidados que já está preparado o meu banquete; meus bois e meus animais cevados estão mortos, tudo está preparado. Vinde às bodas! Mas, sem se importarem com aquele convite, foram-se, um a seu campo e outro para o seu negócio. Outros lançaram mãos de seus servos, insultaram-nos e os mataram. O rei soube e se indignou em extremo. Enviou suas tropas, matou aqueles assassinos e incendiou-lhes a cidade. Disse depois a seus servos: O festim está pronto, mas os convidados não foram dignos. Ide às encruzilhadas e convidai para as bodas todos quantos achardes. Espalharam-se eles pelos caminhos e reuniram todos quantos acharam, bons e maus, de modo que a sala do banquete ficou repleta de convidados. O rei entrou para vê-los e viu alí um homem que não trazia a veste nupcial. Perguntou-lhe: Meu amigo, como entraste aqui, sem a veste nupcial? O homem não proferiu palavra alguma. Disse, então, o rei ais servos: Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o nas trevas exteriores. Alí haverá choro e ranger de dentes. Porque muitos são os chamados, e poucos os escolhidos.”

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