SÉRIE SOBRE A VIDA ESPIRITUAL: “Padecimentos na oração” (Parte I)

Devido à extraordinária importância de ter uma vida de oração regular, daremos início hoje a uma pequena série de reflexões sobre a oração.

Quem leva a sério uma vida de oração – ou seja, quem não reza apenas ocasionalmente ou quando está em grande aflição – perceberá que nem sempre é um caminho fácil; há certos padecimentos que podem tornar a oração até mesmo penosa. Portanto, teremos que lutar contra a preguiça de nossa natureza humana, passar por processos de purificação e, naturalmente, ser confrontados com diversas tentações, que querem nos desencorajar. Podem até chegar ao ponto de nos fazer duvidar do sentido da oração, porque parece que Deus não a escuta e que não nos traz nenhuma satisfação. Assim, a alma corre o risco de jogar a toalha e abandonar este “fatigante” trato com Deus.

Antes de tudo, é preciso dizer que uma pessoa tem que habituar-se à oração. Pode haver etapas quando achamos fácil orar e temos prazer na “volta para casa” que experimentamos; etapas quando nos são concedidos sentimentos religiosos que nos enchem de alegria. Mas, a longo prazo, é preciso disciplina e perseverança para levar uma vida de oração regular. Certamente existem exceções a isto, e pode haver pessoas que geralmente acham fácil rezar. Mas, em geral, tende a ser como acabamos de dizer.

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“OUTRA DIMENSÃO NA VIDA”

«Estou no meio de vós. Bem-aventurados aqueles que creem nesta verdade e aproveitam este tempo.» (Mensagem de Deus Pai a Irmã Eugênia Ravasio).

Quantas coisas mudariam se puséssemos em prática estas palavras do Pai Celestial em nossa vida! Não basta acreditar na presença de Deus no mundo de maneira geral e reconhecer que Ele tem tudo em suas mãos, por mais importante que isso seja.

Mas é preciso também aplicar essa certeza à ação concreta e amorosa de Deus na vida de cada pessoa. Por meio da fé, abre-se para nós uma perspectiva que, na eternidade, se transformará em contemplação. E isso tem um grande impacto em todos os âmbitos da vida.

Se estivermos conscientes da presença amorosa de Deus, não haverá nenhum momento em que estejamos simplesmente à mercê dos acontecimentos. Repetidamente, devemos estabelecer o vínculo com o nosso Pai e nos apegar à convicção de que Ele está presente, mesmo quando nos sentimos vazios por dentro.

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