Parte XI: Outras formas de resistência espiritual

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Aqueles que têm olhos para ver serão, sem dúvida, capazes de observar a medida em que um “espírito diferente” exerce influência sobre a hierarquia eclesiástica e, consequentemente, sobre os fiéis que confiam ne sua orientação. Por melhor que seja que as ovelhas sigam seus pastores, a obediência experimenta um abuso quando estes deixam de conduzir o rebanho pelo caminho que Deus traçou. Infelizmente, é precisamente isso que está acontecendo em áreas cruciais.

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Parte X: Resistencia espiritual

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Com a meditação de hoje, chegamos ao fim da lista de desvios graves no seio da Igreja que revelam a influência do espírito anticristão.

Resta mencionar a rejeição doentia da Santa Missa em seu rito tradicional, tal como foi celebrada por tantos séculos. Essa rejeição tornou-se evidente em diversas declarações e medidas durante o último pontificado, particularmente no *Motu Proprio* Traditiones Custodes. Assim, a intenção do Papa Bento XVI de permitir que a Missa Tridentina recebesse o respeito e a observância que merece foi, em grande parte, frustrada.

Também não podemos ignorar outro dos graves desvios trazidos à luz pela influência anticristã no seio da Igreja. Me refiro à declaração Fiducia Supplicans. Nesse contexto, abordarei brevemente o tema e remeto aqueles que desejam estudá-lo mais a fundo, a um artigo que publiquei há algum tempo sobre esse documento, disponível em espanhol: https://es.elijamission.net/blog-post/fiducia-supplicans-la-flagelacion-del-senor/

A declaração *Fiducia supplicans*, publicada pelo Dicastério para a Doutrina da Fé em 18 de dezembro de 2023, apresenta uma proposta inédita que contradiz o caminho traçado pela Sagrada Escritura e pela Tradição da Igreja. As instruções contidas neste documento visam conferir a bênção divina a uniões pecaminosas. Através das instruções deste documento, tenciona-se conferir bênçãos a uniões pecaminosas Em vez de convocar os indivíduos envolvidos à conversão, essa “bênção” constitui um engano.

Apesar de todas as formulações em *Fiducia Supplicans* que buscam apresentar esse “novo caminho pastoral” como estando em harmonia com o caminho anterior da Igreja, devemos nos ater firmemente à verdade expressa enfaticamente pelo Cardeal Müller, Prefeito Emérito da Congregação para a Doutrina da Fé: um sacerdote católico jamais pode abençoar uma relação pecaminosa, pois isso significaria a aprovação divina de tal união. Portanto, o Cardeal Müller conclui que tal bênção seria uma blasfêmia.

Cabe destacar as palavras claras e inequívocas que os bispos do Cazaquistão publicaram sobre Fiducia Supplicans:

«O fato de o documento não autorizar o “matrimônio” para casais do mesmo sexo, não deveria cegar pastores e fiéis diante do grande engano e o mal inerentes à permissão de abençoar os pares em situações irregulares ou duplas do mesmo sexo. Tal benção contradiz direta e seriamente a Divina Revelação, bem como a doctrina e a prática ininterrupta  bimilenar da Igreja Católica. Abençoar as uniões em situação irregular e as coabitações do mesmo sexo é um abuso grave do Santísimo Nome de Deus, já que este nome se invoca sobre uma relação objetivamente pecaminosa de adultério ou de atividade homosexual».

Vale ressaltar que, nas meditações recentes, mencionei apenas os desvios mais graves, e que muitas outras coisas poderiam ser elencadas, revelando a influência e até mesmo o domínio de um “espírito diferente” no seio da Igreja. Basta olhar para a Igreja na Alemanha, cuja hierarquia se posiciona como a “vanguarda” dos desvios sinodais, para ver o que também se pretende implementar em Roma, ainda que em um ritmo ligeiramente mais lento, de modo a abarcar a Igreja universal.

Visto que Leão XIV deixou claro, por meio de suas palavras e de sua conduta, que continuará seguindo o caminho de seu predecessor, a situação de emergência da Igreja não melhorou. A cada dia que passa, à medida que doutrinas errôneas são ensinadas e arraigadas em vez de serem corrigidas e reparadas, a sombra que paira sobre a Igreja se torna maior.

Portanto, devemos concentrar nossa atenção em como enfrentar tal situação. Para isso, é imprescindível que primeiro reconheçamos os desvios e os perigos que eles representam para a Igreja e para o mundo.

Para evitar sucumbir a seduções anticristãs, é importante manter-se firme na sã doutrina da Igreja e na práxis que dela decorre (ortopraxia). O apóstolo Paulo chega a afirmar que, mesmo que um anjo do céu nos anunciasse um evangelho diferente, não deveríamos dar-lhe ouvidos (cf. Gl 1,8). A Igreja Católica possui uma doutrina clara e sem ambiguidades! Infinitas graças a Deus por isso! Certamente, ela pode ser compreendida com crescente profundidade e precisão; mas a doutrina jamais pode contradizer a si mesma. Não devemos dar ouvidos a quem quer que deixe de transmitir essa “água cristalina” da sã doutrina ou que lance dúvidas sobre ela. Ao fecharmos os ouvidos para as fábulas contra as quais São Paulo nos alerta (cf. 2 Tm 4,3-4), já estamos oferecendo resistência, pois impedimos que o erro se propague ainda mais.

O ensinamento moral da Igreja não mudou! O pecado continua sendo pecado e não pode ser apresentado como se não fosse grave. A verdadeira misericórdia não consiste em relativizar o pecado, mas em ajudar a pessoa a sair de uma situação prejudicial, para que sua vida se alinhe objetivamente à vontade de Deus. Isso exige muita paciência, e deve-se evitar a aspereza. No entanto, nunca é um ato de misericórdia deixar as pessoas em suas vidas desordenadas — ou, pior ainda, confirmá-las nesse modo de viver. Isso seria conduzi-las ao erro e contrariaria a sua vocação transcendente de viver como verdadeiros filhos de Deus. Atos homossexuais, adultério, relações sexuais fora do casamento, masturbação, etc., continuam sendo pecaminosos, mesmo que o mundo, e até mesmo bispos e padres que estão em erro, digam o contrário. A Sagrada Comunhão só pode ser recebida em estado de graça. Quem não puder ajudar as pessoas diretamente nesta ou naquela situação crítica pode sempre rezar e oferecer sacrifícios por elas.

Quem permanece firme e assume a responsabilidade a esse respeito já oferece resistência aos poderes das trevas, pois estes buscam confundir os fiéis, se possível, e seduzi-los a abandonar ou relativizar a clareza de seu pensamento, com tudo o que isso implica.

Amanhã continuaremos com este tema…

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 Meditação sobre o evangelho do doa (Festa do Apóstolo São Tiago Maior): https://br.elijamission.net/festa-do-apostolo-sao-thiago-o-servico-e-a-verdadeira-grandeza-4/

 

 

 

 

 

A PERMANENTE PRESENÇA DE DEUS

 «Desejo que o homem se lembre frequentemente de que estou presente onde quer que ele esteja.» (Mensagem de Deus Pai a Irmã Eugênia Ravasio).

 Com essas palavras, nosso Pai nos recorda que não há momento algum em nossa vida em que Ele se afaste de nós. Deus está sempre presente — seja para nos chamar à conversão, caso nos tenhamos desviado, ou para nos fortalecer e formar segundo a Sua vontade, se vivermos em Sua graça. Nada está oculto ao nosso Pai, que em todas as coisas busca revelar a Sua bondade ao homem e fazê-lo reconhecer até que ponto depende d’Ele.

 Na Mensagem à Irmã Eugenia, Ele prossegue: «O homem não poderia viver se Eu não estivesse ao seu lado, vivo como ele.».

Assim, toda a nossa existência depende da Sua presença amorosa em todas as coisas. Se tivéssemos consciência disso, nossas vidas assumiriam uma perspectiva sobrenatural. Uma vez que respondemos ao chamado à conversão, a presença do Senhor torna-se cada vez mais natural para nós, e nela encontramos alegria. Todo medo se dissipa, e todas as falsas imagens de Deus desaparecem de nossas vidas.

Então, o que nos resta? Restam-nos um grande maravilhamento e uma profunda gratidão pelo fato de que Deus é exatamente quem Ele é. Dia após dia, despertamos para a realidade de que temos um Pai celestial que constantemente nos envolve em Seu amor, bastando que nos voltemos para Ele com confiança e O chamemos de “Pai”. Assim, o amor e a confiança crescem — e sobre isso cantaremos eternamente «no céu, na companhia dos eleitos».

Mas tudo começa aqui, na Terra. É «um antegosto da bem-aventurança celestial, que durará para sempre».

Que convite maravilhoso Deus estende a todos os homens! É como se o nosso Pai nos dissesse: «Acordem e vejam: Teu Pai está sempre cuidando de você e permanece com você. Que mal pode lhes acontecer se vocês se deixarem guiar por Mim?».

 

Parte IX: Influência anticristã na Igreja

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Ao abordar a questão de saber se a Igreja, ou melhor dizendo, a sua atual cúpula diretiva, já está sob a influência do Anticristo, o primeiro indício que apontei foi a veneração pública da Pachamama nos Jardins do Vaticano e na Basílica de São Pedro, um evento profundamente perturbador. Mencionei esse exemplo na meditação de ontem porque ele é o mais ilustrativo e contrasta radicalmente com o que Deus confiou ao Seu povo na Antiga Aliança e com a missão confiada à Igreja. Quantos mártires derramaram o seu sangue por se recusarem a oferecer sacrifícios a ídolos? Um ato de idolatria no Vaticano é algo tão absurdo que é impossível não se perguntar que tipo de cegueira se difundiu e estendeu a ponto de permitir que tal coisa acontecesse.

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NEGAR-SE A SÍ MESMO

 «Garanto-lhe que a vitória reside em vencer a si mesmo. Esse é o maior inimigo.» (São Paulo da Cruz).

 Hoje ouvimos, mais uma vez, uma máxima de São Paulo da Cruz. Como são valiosas as máximas dos santos! Muitas vezes, elas brotam de uma comunhão muito íntima com Deus. Por vezes, são palavras que o próprio Senhor lhes inspirou e, em outras, são fruto de uma longa caminhada espiritual. Seja como for, são joias que devemos guardar como tesouro.

A frase de hoje revela quem é o nosso maior inimigo. Não é o diabo, nem o mundo com todos os seus atrativos e tentações. Não; somos nós mesmos — com nossas inclinações vis e aqueles hábitos que relutamos em abandonar. Em outras palavras, o amor-próprio é o nosso maior inimigo. É algo tenaz e profundamente arraigado. Frequentemente se oculta, e não conseguimos identificá-lo de forma suficiente. Teremos de combater o amor-próprio até o fim de nossos dias. É, por assim dizer, o nosso companheiro inseparável, o nosso “amante secreto”, que, no fim das contas, se impõe repetidamente. Infelizmente, isso continua sendo verdade mesmo quando já decidimos seguir o Senhor e sabemos que devemos pôr em prática a exortação de Jesus de negar a nós mesmos. (cf. Mt 16,24).

É uma luta verdadeiramente dura que deve ser travada dia após dia, não com uma atitude tensa ou com os dentes cerrados, mas com perseverança e com a consciência de que, geralmente, será um longo caminho. Isso exige um auto-conhecimento sincero. Devemos estar dispostos a descobrir como a nossa natureza nos arma ciladas e a perceber como o amor-próprio sempre tenta evitar os passos necessários para o crescimento espiritual. Quantas desculpas e justificativas ele tem sempre à mão! E algumas parecem extremamente razoáveis!

Então, o que devemos fazer? Devemos pedir ao Espírito Santo a sua luz para nos conhecermos e nos empenharmos seriamente em vencer o amor-próprio, pois ele obstrui o amor a Deus e ao próximo. Esta luta agradará ao nosso Pai e, com a Sua graça, sairemos vitoriosos!

Parte VIII: Advertência sobre a influência anticristã na Igreja

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Para complementar as declarações que ouvimos ontem de alguns membros da hierarquia da Igreja a respeito dos tempos do Anticristo, acrescentaremos, sob um âmbito profético, uma passagem das revelações da Virgem Maria ao Padre Stefano Gobbi, do Movimento Sacerdotal Mariano:

«A besta de dois chifres, semelhante a um cordeiro, significa a Maçonaria infiltrada na Igreja, isto é: a Maçonaria Eclesiástica, que se difundiu especialmente entre os membros da Hierarquia. Essa infiltração maçônica na Igreja já vos fora predita por Mim em Fátima, quando anunciei que Satanás penetraria até o próprio topo da Igreja.

Enquanto o objetivo da Maçonaria é levar as almas à perdição, atraindo-as para a adoração de falsas divindades, o objetivo da Maçonaria Eclesiástica, por outro lado, é destruir Cristo e a Sua Igreja mediante a construção de um novo ídolo, a saber, um falso Cristo e uma falsa Igreja.» (Mensagem el 13 de junho de 1989, Dongo)

«A Igreja conhecerá a hora de sua maior deserção; o homem iníquo entrará em seu meio e se assentará no próprio Templo de Deus, enquanto o pequeno remanescente que permanecer fiel será submetido às maiores provações e perseguições.» (Mensagem de 13 de maio de 1990, Fátima).

 «A apostasia será, então, generalizada, pois quase todos seguirão o falso Cristo e a falsa Igreja. Estará, então, aberta a porta para o surgimento do Anticristo!» (Mensagem de 17 de junho de 1989, Milão)

 Poderíamos citar muitas outras mensagens e declarações, como as advertências da Virgem em La Salette, as descrições detalhadas de Santa Hildegarda de Bingen e outros testemunhos fidedignos, como o de Ana Catarina Emmerich. A essência é sempre a mesma: nos tempos finais, a Igreja sofrerá um ataque feroz e será dividida internamente. O espírito do Anticristo penetrará na hierarquia da Igreja; haverá uma grande apostasia, e muitos cristãos seguirão o Anticristo. Haverá cooperação entre o Anticristo e uma igreja falsa.

Portanto, a vinda do Anticristo foi claramente predita por diversas fontes.

Isso é motivo suficiente para observarmos atentamente onde a influência do espírito anticristão já pode ser detectada em meio à atual confusão dentro da Igreja.

Lamentavelmente, devo dizer que, do meu ponto de vista, esse espírito está cada vez mais presente na Igreja e exerce sobre ela uma forte influência. Ele vem atuando há algum tempo, causando confusão na teologia, na moral, na liturgia, no mandato missionário que o Senhor confiou à Igreja, no ecumenismo, no diálogo inter-religioso e em muitas outras áreas. Esse espírito empenha-se em tornar a Igreja mundana, enfraquece o seu foco transcendente e reduz o Evangelho a uma mensagem de paz meramente terrena… O sal se torna insípido! (cf. Mt 5,13).

Esta breve análise da situação, que descreve o desastre e que poderia ser muito mais aprofundada, indica que a Igreja está sob a forte influência de um “espírito diferente” (cf. 2 Cor 11,4), que se disfarça de anjo de luz (cf. 2 Cor 11,14) e apresenta todas essas mudanças como um avanço e um passo adiante para o cristianismo, adaptando-o à época atual.

Embora muitas das tendências mencionadas já se manifestassem durante os pontificados anteriores ao de Francisco, isso ocorria em um espírito de desobediência. Há, portanto, uma diferença decisiva. Com Francisco, o representante máximo da Igreja e aqueles que colaboram com ele nesse mesmo espírito, tornaram-se promotores de uma influência anticristã no seio da Igreja. Nesse contexto, vale recordar as palavras da mensagem a Dom Gobbi: «Essa infiltração maçônica na Igreja já vos foi predita por Mim em Fátima, quando anunciei que Satanás penetraria até o próprio cume da Igreja».

Vamos examinar, primeiramente, um ato público de idolatria quase inconcebível que ocorreu em 4 de outubro de 2019, nos Jardins do Vaticano e na Basílica de São Pedro.

Esse “espírito diferente” alcançou o que parecia impensável: mergulhou a maioria dos bispos, inclusive aquele que ocupa o múnus petrino, em um estado de torpor, a ponto de um ato de culto em honra à Pachamama poder ocorrer na sede da Igreja Universal sem provocar um verdadeiro clamor de indignação. Todo católico — e especialmente a hierarquia — deve saber muito bem que tal ato não apenas ofende a Deus, como o Antigo Testamento atesta em inúmeras ocasiões, mas também dá aos demônios livre curso para agir, enquanto Deus o permitir. Exorcistas que têm a coragem de dizer a verdade confirmariam isso sem hesitação.

O simples fato de que esse ato foi possível só pode ser explicado pela constatação de que a cegueira vem se espalhando há algum tempo.

Este ato de idolatria demonstra claramente até que ponto o espírito luciferiano tem exercido sua influência nos mais altos círculos da Igreja, chegando a provocar uma ofensa pública a Deus. As tentativas de explicar esse evento como uma questão de inculturação, ou de relativizá-lo de qualquer forma, apenas servem para aumentar a confusão.

O Bispo Auxiliar Athanasius Schneider falou claramente sobre este evento:

«À luz da revelação divina — contida na Palavra de Deus, na Tradição da Igreja e em seu Magistério —, a questão é muito simples: fabricar ídolos para adorá-los é um pecado gravíssimo. Prostrar-se diante de ídolos é idolatria. Oferecer-lhes dons e sacrifícios, conduzi-los em procissão, colocá-los em um trono, coroá-los e queimar incenso diante deles constitui um ato evidente de adoração idólatra, extremamente imoral. Colocá-los sobre altares ou em igrejas consagradas com a finalidade de adoração é um ato verdadeiro e genuíno de profanação.» (19 de novembro de 2019, Fonte: kath.net).

 Na meditação de amanhã, continuaremos a analisar vários acontecimentos dos últimos anos que evidenciam a crescente influência do espírito anticristão no seio da Igreja.

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 Meditação sobre o evangelho do dia:
https://br.elijamission.net/seguir-o-impulso-da-graca-2/