Parte IX: Influência anticristã na Igreja

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Ao abordar a questão de saber se a Igreja, ou melhor dizendo, a sua atual cúpula diretiva, já está sob a influência do Anticristo, o primeiro indício que apontei foi a veneração pública da Pachamama nos Jardins do Vaticano e na Basílica de São Pedro, um evento profundamente perturbador. Mencionei esse exemplo na meditação de ontem porque ele é o mais ilustrativo e contrasta radicalmente com o que Deus confiou ao Seu povo na Antiga Aliança e com a missão confiada à Igreja. Quantos mártires derramaram o seu sangue por se recusarem a oferecer sacrifícios a ídolos? Um ato de idolatria no Vaticano é algo tão absurdo que é impossível não se perguntar que tipo de cegueira se difundiu e estendeu a ponto de permitir que tal coisa acontecesse.

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NEGAR-SE A SÍ MESMO

 «Garanto-lhe que a vitória reside em vencer a si mesmo. Esse é o maior inimigo.» (São Paulo da Cruz).

 Hoje ouvimos, mais uma vez, uma máxima de São Paulo da Cruz. Como são valiosas as máximas dos santos! Muitas vezes, elas brotam de uma comunhão muito íntima com Deus. Por vezes, são palavras que o próprio Senhor lhes inspirou e, em outras, são fruto de uma longa caminhada espiritual. Seja como for, são joias que devemos guardar como tesouro.

A frase de hoje revela quem é o nosso maior inimigo. Não é o diabo, nem o mundo com todos os seus atrativos e tentações. Não; somos nós mesmos — com nossas inclinações vis e aqueles hábitos que relutamos em abandonar. Em outras palavras, o amor-próprio é o nosso maior inimigo. É algo tenaz e profundamente arraigado. Frequentemente se oculta, e não conseguimos identificá-lo de forma suficiente. Teremos de combater o amor-próprio até o fim de nossos dias. É, por assim dizer, o nosso companheiro inseparável, o nosso “amante secreto”, que, no fim das contas, se impõe repetidamente. Infelizmente, isso continua sendo verdade mesmo quando já decidimos seguir o Senhor e sabemos que devemos pôr em prática a exortação de Jesus de negar a nós mesmos. (cf. Mt 16,24).

É uma luta verdadeiramente dura que deve ser travada dia após dia, não com uma atitude tensa ou com os dentes cerrados, mas com perseverança e com a consciência de que, geralmente, será um longo caminho. Isso exige um auto-conhecimento sincero. Devemos estar dispostos a descobrir como a nossa natureza nos arma ciladas e a perceber como o amor-próprio sempre tenta evitar os passos necessários para o crescimento espiritual. Quantas desculpas e justificativas ele tem sempre à mão! E algumas parecem extremamente razoáveis!

Então, o que devemos fazer? Devemos pedir ao Espírito Santo a sua luz para nos conhecermos e nos empenharmos seriamente em vencer o amor-próprio, pois ele obstrui o amor a Deus e ao próximo. Esta luta agradará ao nosso Pai e, com a Sua graça, sairemos vitoriosos!