Festa de Santo Agostinho: “Uma verdadeira conversão”  

Embora apenas na Ordem dos Agostinianos exista uma festa específica para celebrar a conversão de Santo Agostinho, o dia de hoje é propício para meditar sobre esse acontecimento tão extraordinário. Sempre que se lê a sua história, parece ser a primeira vez, tal como acontece com a comovente conversão de São Paulo.

Santo Agostinho teve de percorrer um longo caminho, marcado por muitas lutas. Algo que lhe foi particularmente difícil foi vencer os desejos da carne. A seguir, ouviremos um trecho do Livro Oitavo das *Confissões* de Santo Agostinho, que nos oferece uma perspectiva comovente do momento decisivo de sua conversão:

Retinham-me umas bagatelas de bagatelas e vaidades de vaidades, antigas amigas minhas; e puxavam-me pela veste da carne, e diziam-me em voz baixa: “Vais nos deixar?” E: “A partir deste momento, não estaremos mais contigo para todo o sempre?” E: “A partir deste momento, nunca mais te será lícito isto e aquilo?” E que coisas, meu Deus, que coisas me sugeriam com as palavras “isto” e “aquilo”! Pela tua misericórdia, afasta-as da alma do teu servo. Oh, que imundícies me sugeriam, que indecências! (…).

Faziam com que eu, hesitante, demorasse a romper com elas, a me desligar e a saltar para onde era chamado, enquanto o hábito violento me dizia: “O quê? Você acha que poderá viver sem estas coisas?”

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SÉRIE SOBRE A VIDA ESPIRITUAL: “O Santo Rosário”

Uma das orações mais conhecidas e praticadas na nossa Igreja Católica é o Santo Rosário, que constitui um elemento fundamental na vida de muitos fiéis.

O que é que torna o Rosário tão valioso e recomendável para cultivar e aumentar a vida de fé?

Infelizmente, em certos círculos, o Rosário enfrenta muitos preconceitos. Para algumas pessoas, parece ser nada mais do que uma “repetição” sem sentido. Para outros, desperta memórias desagradáveis de tempos passados, quando eram forçados a dizer esta oração na família ou na igreja. Mas estes preconceitos ou resistências podem ser superados se se tentar compreender mais profundamente o significado do Santo Rosário.

  • O Santo Rosário é uma oração meditativa; é uma meditação cristã clássica.

A repetição das Ave Marias forma uma cadeia que conduz aos mistérios da salvação. Muitos mestres espirituais enfatizam o benefício de uma oração repetitiva, que é capaz de recolher o coração de um homem e silenciar seu espírito inquieto. Um espírito calmo e recolhido pode se concentrar mais facilmente no conteúdo e na essência da oração. Os mistérios do Santo Rosário, que são as estações da vida de Jesus, se estabelecem no coração através da meditação e da repetição, tornando-se uma espécie de certeza interior. E isto, por sua vez, leva a um maior amor e gratidão para com Jesus. É essencial rezar o Rosário com o coração, ou seja, rezá-lo dentro de nós mesmos. Uma e outra vez as repetições frequentes chamam suavemente o espírito disperso de volta ao verdadeiro centro da oração.

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SÉRIE SOBRE A VIDA ESPIRITUAL: “Padecimentos na oração” (Parte II)

A oração é uma das glórias que já podemos desfrutar nesta vida, pois é uma escada pela qual Deus desce até nós e nós ascendemos até Ele. Entretanto, mesmo em nossa vida de oração, não estamos isentos das tensões de nossa existência terrena e temos que suportar todos os tipos de distúrbios. Mas Deus, em Sua sabedoria, se serve de tudo isso.

Ontem tínhamos começado a falar sobre os chamados “padecimentos na oração”, entre os quais mencionamos as distrações e a sequidão nos sentimentos. Hoje queremos continuar com alguns outros…

  • Aversão à oração

Quando se cultiva uma vida intensa de oração, pode acontecer que apareça uma aversão à oração, à Palavra de Deus, às coisas religiosas em geral. Tudo parece sem sentido! Isto pode ter causas diferentes. Por um lado, o Diabo está sempre interessado em nos dissuadir de avançar na vida espiritual e agir por meio de sugestões, querendo influenciar nossos pensamentos e sentimentos. Por outro lado, a relutância também pode vir de nossa natureza humana, que se rebela contra as exigências da fé e, de uma forma ou de outra, diz: “Eu não quero mais”.

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SÉRIE SOBRE A VIDA ESPIRITUAL: “Padecimentos na oração” (Parte I)

Devido à extraordinária importância de ter uma vida de oração regular, daremos início hoje a uma pequena série de reflexões sobre a oração.

Quem leva a sério uma vida de oração – ou seja, quem não reza apenas ocasionalmente ou quando está em grande aflição – perceberá que nem sempre é um caminho fácil; há certos padecimentos que podem tornar a oração até mesmo penosa. Portanto, teremos que lutar contra a preguiça de nossa natureza humana, passar por processos de purificação e, naturalmente, ser confrontados com diversas tentações, que querem nos desencorajar. Podem até chegar ao ponto de nos fazer duvidar do sentido da oração, porque parece que Deus não a escuta e que não nos traz nenhuma satisfação. Assim, a alma corre o risco de jogar a toalha e abandonar este “fatigante” trato com Deus.

Antes de tudo, é preciso dizer que uma pessoa tem que habituar-se à oração. Pode haver etapas quando achamos fácil orar e temos prazer na “volta para casa” que experimentamos; etapas quando nos são concedidos sentimentos religiosos que nos enchem de alegria. Mas, a longo prazo, é preciso disciplina e perseverança para levar uma vida de oração regular. Certamente existem exceções a isto, e pode haver pessoas que geralmente acham fácil rezar. Mas, em geral, tende a ser como acabamos de dizer.

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Santa Radegunda de Turíngia

Há uma grande variedade de santos sobre os quais se poderia falar e, sempre que suas histórias são lidas, é comovente perceber como a graça de Deus transforma uma pessoa e a conduz para além de si mesma.

Os santos nos mostram o que pode se alcançar quando alguém atende ao chamado de Deus e O segue. Não devemos pensar que eles não tiveram de travar batalhas nas quais experimentaram a própria fraqueza. Contudo, eles se apegaram a Deus e, assim, Ele pôde guiá-los e ser glorificado neles. É particularmente comovente quando uma pessoa de elevada posição social sente-se tão atraída pela fé que não hesita em realizar os serviços mais simples — e, muitas vezes, os mais difíceis — em prol do próximo. Santa Radegunda trilhou esse caminho de humildade e tornou-se um exemplo para muitos outros nobres, que imitaram o seu seguimento de Cristo e a oferta de sua vida.

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Meditações Marianas “Maria: Esposa do Espírito Santo”  

Amada Virgem, quantas manifestações de amor resplandecem em ti!

Em relação ao Pai, te vemos como uma filha amorosa. Em relação ao Filho tu és mãe e discípula, e ao Espírito Santo estás unida no amor esponsal.

Se já aqui em nossa realidade terrestre somos movidos pelo terno amor de uma esposa humana e podemos observar como ela floresce e direciona todo seu coração e atenção para seu marido, quanto mais isso acontece contigo, visto que teu Esposo é o próprio Espírito Santo!

Esposa do Espírito Santo… Quanto mistério envolvido neste título!

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Meditações marianas “Maria: Filha do Pai”  

Seria possível imaginar que o Pai Celestial teria uma filha mais encantadora que tu, amada Virgem Maria?

Uma filha que extasia tanto o seu Pai que Ele lhe confia o que é mais precioso: Seu Filho amado.

Não, não pode existir ninguém que se iguale a ti.

Tu és a escolhida do Senhor. Somente Deus, o Santo, conhece toda tua beleza com a qual Ele mesmo te adornou, e Ele sabe com quanta ternura e alegria tu enchestes o Seu Coração, ao ver-te no esplendor de Sua graça.

“Tota pulchra”… Tu és toda formosa, ó Filha do Pai!

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