Nas duas últimas meditações, examinamos duas deficiências diferentes da liberdade: medo e respeito humano. Além disso, falamos um pouco sobre complexos de inferioridade. Em nosso caminho de seguir a Cristo, somos chamados a superar – com a ajuda de Deus – todas essas limitações à nossa liberdade, para que elas não se tornem um obstáculo nesse caminho e não impeçam que a liberdade que a fé nos confere brilhe em nosso testemunho cristão. Hoje examinaremos três outras deficiências da liberdade, que têm certa semelhança.
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Série sobre a falta de liberdade – Parte I: “O medo”
Se você está familiarizado com minhas meditações diárias, perceberá que tento oferecer uma ajuda para aprofundar o caminho de seguir a Cristo, com base na Sagrada Escritura e no autêntico ensinamento da Igreja. Ocasionalmente, interrompo o ritmo habitual das meditações bíblicas para tratar de um tópico que considero importante na forma de uma “série”. Dessa forma, certos tópicos relacionados à vida espiritual podem ser abordados com maior profundidade. Read More
VIDAS DE SANTOS: “São João de Capistrano: uma vocação excepcional”
Que histórias extraordinárias encontramos nas vidas dos santos! Trata-se de pessoas que se entregam por completo ao Senhor e que, em muitas ocasiões, consomem-se totalmente em seu serviço. Foi o seu amor ardente por Deus que impulsionou São João de Capistrano a realizar feitos que superam, de longe, aquilo que um ser humano é capaz de alcançar. O mistério de Deus se revela!
João de Capistrano nasceu em Nápoles, em 1368, e estava decidido a seguir uma distinta carreira mundana. No entanto, devido a tensões políticas nas quais pretendia atuar como mediador na qualidade de advogado do rei Ladislau de Nápoles, foi capturado e encarcerado em uma torre fortificada. Por mais cruel que tenha sido o tratamento que recebeu, Deus serviu-se destas circunstâncias para fazê-lo compreender que devia servir ao Rei do Céu e abandonar o mundo.
Reflexão sobre a Igreja
Ef 2,12-22
Irmãos, lembrai-vos de que naquele tempo estáveis sem Cristo, sem direito da cidadania em Israel, alheios às alianças, sem esperança da promessa e sem Deus, neste mundo. Agora, porém, graças a Jesus Cristo, vós que antes estáveis longe, vos tornastes presentes, pelo sangue de Cristo. Porque é ele a nossa paz, ele que de dois povos fez um só, destruindo o muro de inimizade que os separava, abolindo na própria carne a Lei, os preceitos e as prescrições. Desse modo, ele queria fazer em si mesmo dos dois povos uma única humanidade nova pelo restabelecimento da paz, e reconciliá-los ambos com Deus, reunidos num só corpo pela virtude da cruz, aniquilando nela a inimizade. Veio para anunciar a paz a vós que estáveis longe, e a paz também àqueles que estavam perto; porquanto é por ele que ambos temos acesso junto ao Pai num mesmo espírito. Consequentemente, já não sois hóspedes nem peregrinos, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, tendo por pedra angular o próprio Cristo Jesus. É nele que todo edifício, harmo¬nicamente disposto, se levanta até formar um templo santo no Senhor. É nele que também vós outros entrais conjuntamente, pelo Espírito, na estrutura do edifício que se torna a habitação de Deus. Read More
Santa Brígida da Suécia
Nota: De acordo com o calendário tradicional, hoje é comemorada a Festa de Santa Brígida.
Na meditação de hoje queremos conhecer um pouco sobre Santa Brígida da Suécia, cuja festa celebramos neste dia. Ao falar dela devemos também mencionar sua filha, Santa Catarina da Suécia, cujo memorial é celebrado no dia 24 de março.
Estes são alguns fatos históricos sobre Santa Brígida:
Brígida (em sueco Birgitta) nasceu em 1303 em Finster, perto de Upsália, da linhagem nobre Folkung. O ano de seu nascimento foi o mesmo no qual faleceram o Papa Bonifácio XIII e Santa Gertrudes de Helfta. Em 1316 Brígida casou-se com o fidalgo Ulf Gudmarsson. Seu casamento feliz produziu oito filhos, dentre eles Santa Catarina da Suécia. A morte de seu marido, a quem “amou como a seu próprio coração” marcou a grande virada em sua vida.
Festa de Nossa Senhora das Dores: “As Dores de Maria”
A memória que celebramos hoje remonta à Festa das Sete Dores de Nossa Senhora, introduzida pelo Papa Bento XIII no ano de 1721.
A Mãe Dolorosa tem sido venerada no cristianismo oriental desde os primeiros séculos. O grande poeta Efrém, o Sírio (+373) já cantava sobre a Virgem sob a Cruz, e um grande número de autores da antiguidade cristã retratam as Dores de Maria. Esses textos vieram a fazer parte da liturgia do Oriente. Assim, já no século VI, a representação de Maria sob a Cruz era comum.
Por outro lado, no Ocidente, a devoção à Nossa Senhora das Dores começou a se espalhar somente no século XII. A Ordem dos Servos de Maria (Servitas), fundada em 1233, divulgou a veneração da “Mater Dolorosa” a uma grande parte da população cristã. O famoso hino à Mãe Dolorosa “Stabat Mater”, também surgiu nesta época. A veneração de Nossa Senhora das Dores está profundamente enraizada no coração das pessoas desde a Idade Média. Também surgiram locais de peregrinação com a imagem de Jesus sendo colocado no colo de sua Mãe Dolorosa após a sua descida da Cruz.
A imperatriz Santa Pulquéria: uma segunda Helena
O Senhor é capaz de despertar os seus e guiá-los rumo à santidade. Isso nem sempre significa retirar-se para um mosteiro ou servir a Deus em uma ermida. Também pode acontecer em uma corte imperial, onde a pompa e a opulência costumam ser a norma. Mesmo nesse contexto, encontramos repetidamente pessoas que, apesar de todo o luxo que as cercava e da sedução que o poder pode exercer sobre os indivíduos, tornaram-se exemplos brilhantes para muitos. Souberam resistir à atração de uma vida cortesã, muitas vezes vaidosa e vazia, e, em seu lugar, colocaram-se humildemente a serviço do Senhor.
Uma dessas personalidades de destaque foi Santa Pulquéria, imperatriz do Império Bizantino. O bispo São Cirilo descreveu-a como «a esposa mais casta de Cristo, a joia do mundo, o ornamento da Igreja», e os padres do Concílio de Calcedônia denominaram-na «guardiã da fé, promotora da paz, combatente dos hereges, a nova Helena».
Pulquéria era filha do imperador Arcádio. Ficou órfã aos nove anos. Mas Deus, que queria servir-se dela como instrumento para os Seus santos desígnios, atraiu para Si o coração da jovem e, desde a mais tenra idade, concedeu-lhe o dom da sabedoria, o amor à oração e à solidão, e uma coragem viril.
