“O homem não deve se antecipar à Providência que o guia.” (São Vicente de Paulo).
Estar em sintonia com a Providência divina, ou seja, seguir os impulsos do Espírito Santo, é uma obra de arte espiritual.
“O homem não deve se antecipar à Providência que o guia.” (São Vicente de Paulo).
Estar em sintonia com a Providência divina, ou seja, seguir os impulsos do Espírito Santo, é uma obra de arte espiritual.
A “discrição” nos levou a reconhecer a crise atual da Igreja como um perigo para os fiéis, a compreender como seu testemunho ao mundo foi obscurecido e a enxergar, além do domínio humano, os “principados e potestades” que tramam o mal contra “o Senhor e os seus ungidos”, puxando as “pequenas cordas” de tudo o que usurpa a glória de Deus e prejudica os homens.
“Ó meu Jesus, sei que, para ser útil às almas, devo desejar a união mais íntima com o Senhor, que é o amor eterno.” (Santa Faustina Kowalska).
A nossa fecundidade para a salvação das almas depende da intimidade da nossa união com Deus. Todos os dias somos convidados a aprofundar nosso amor pelo Senhor e, por meio dEle, a nos unirmos cada vez mais ao nosso Pai celeste. De fato, Jesus nos introduziu a esse amor, como afirma em sua oração sacerdotal no Evangelho de João:
No sentido da discretio, é inevitável abordar a crise atual da Igreja, pois de que outra forma poderemos tirar as conclusões corretas para enfrentá-la como discípulos do Senhor? Se a ignorarmos, continuaremos a nos comportar como se nada tivesse mudado e acabaremos por nos tornar portadores de erros modernistas. Se concordamos com esses erros, mesmo sem nos darmos conta, estaremos trabalhando ao lado daqueles que querem destruir a Igreja ou transformá-la em uma instituição humanitária, como o filósofo Dietrich von Hildebrand tão bem descreveu. Se permanecermos em silêncio apesar de nos darmos conta dos erros, devemos levar a sério as seguintes palavras do Papa Félix III: “Não se opor a um erro é consentir com ele, e não defender a verdade é reprimi-la”.
“Nunca se deixe desanimar. Você não escapa de nosso olhar e não permitiremos que lhe aconteça mais do que você pode suportar”. (Palavra interior).
Na meditação de ontem, ao aprofundarmos o discernimento espiritual, apontamos alguns desvios da hierarquia da Igreja que podem afetar a vida concreta dos fiéis. No entanto, é ainda mais trágico o fato de o rosto da Igreja estar desfigurado de tal forma que, em vez de ser o farol do Evangelho para as nações, ela se adapta ao espírito do mundo em muitos domínios.
“Nunca hesite em dizer a verdade!” (Palavra interior).
A verdade é um bem inestimável. Sem ela, tudo se esbate e a realidade adquire contornos ilusórios. Como cristãos, tivemos a alegria de conhecer Aquele que é a própria verdade (Jo 14,6) e que vem até nós do trono do Pai. Perante o procurador Pilatos, Jesus declara: “Para isso vim ao mundo: para dar testemunho da verdade” (Jo 18,37), ou seja, para anunciar o Pai celeste, de quem tudo procede.