“Adão, onde estás?” (Gn 3,9).
O coração de Deus procura o homem que, depois de ter sucumbido à sedução das forças das trevas, lhe virou as costas.
“Adão, onde estás?” (Gn 3,9).
O coração de Deus procura o homem que, depois de ter sucumbido à sedução das forças das trevas, lhe virou as costas.
O primeiro passo no nosso caminho do Advento consiste em assimilar profundamente o conceito da bondosa Providência de Deus, pois só assim compreendemos que fomos chamados à existência pelo amor de Deus, que nos abençoa constantemente com a sua presença. Não somos um produto casual nem um capricho da natureza destinado a desaparecer. Não! Deus criou-nos para vivermos em comunhão com Ele e para participarmos na sua plenitude (cf. Ef 1, 4-6). O Senhor diz-nos:
“Chamei-te pelo teu nome, és meu” (Is 43, 1).
Hoje iniciamos o Tempo do Advento, com o objetivo de nos prepararmos para a grande festa da Natividade do Senhor. Este ano, gostaria de partilhar uma série de meditações que escrevi no Advento de 2020, como uma espécie de “retiro espiritual” para este tempo litúrgico.
Uma grande tribulação abateu-se sobre os fiéis da Inglaterra e do País de Gales quando o rei Henrique VIII se separou da autoridade de Roma, em 1531, e fundou a chamada “Igreja da Inglaterra”. A situação piorou ainda mais durante o reinado de Isabel I. Os católicos eram tratados e perseguidos como inimigos do Estado. Como já não havia bispos católicos, deixou de ser possível ordenar padres católicos. A Igreja Católica, que ocupava uma posição de destaque na Inglaterra, parecia estar prestes a ser extinta.
Antes de entrarmos na história do santo de hoje, o que é a iconoclastia?
Após o Concílio de Calcedónia, surgiu uma controvérsia na Igreja Oriental sobre a representação de Cristo em ícones. Influenciados pela doutrina islâmica da inacessibilidade de Deus, os opositores das imagens argumentavam que, sendo Cristo o verdadeiro Deus, não podia ser representado e consideravam que um ícone realçava demasiado a sua humanidade. Por outro lado, os defensores das imagens afirmavam que o Espírito de Deus impregnava as representações visíveis do Deus invisível. Em 726, o imperador Leão III proibiu as imagens e ordenou a sua destruição em todas as igrejas e mosteiros.
À medida que nos aproximamos do final do ano litúrgico, gostaria de lhes falar sobre dois santos que, provavelmente, hoje em dia desconhecemos, mas cuja história era tão popular na Idade Média que se dizia que alguns a conheciam melhor do que as Sagradas Escrituras.
Dan 5,1-6.13-14.16-17.23-28
Naqueles dias: O rei Baltasar ofereceu um grande banquete aos mil dignitários de sua corte, tomando vinho em companhia deles. Já embriagado, Baltasar mandou trazer os vasos de ouro e prata, que seu pai Nabucodonosor tinha tirado do templo de Jerusalém, para beberem deles o rei e os grandes do reino, suas mulheres e concubinas.