Jo 6,51-58
Naquele tempo, disse Jesus às multidões dos judeus: “Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”.
Jo 6,51-58
Naquele tempo, disse Jesus às multidões dos judeus: “Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”.
Hoje concluímos a série de meditações sobre o Espírito Santo que nos acompanharam durante as últimas semanas. A partir de amanhã, retomaremos nossas meditações bíblicas habituais, geralmente baseadas na leitura ou no evangelho do dia. Como transição, gostaria de usar a meditação de hoje para falar a vocês sobre algo que levo no meu coração.
O que ainda tenho a lhes dizer é que o meu Amigo “envia a Sua luz do céu” e rasga a noite escura. Foi isso o que Ele fez também por mim. Sua luz radiante iluminou a minha vida e me conduziu a Jesus, nosso Salvador – nunca poderei agradecê-Lo o suficiente!
Meu Amigo divino não vem habitar em mim somente quando a minha morada interior já tiver sido ordenada de modo impecável. Pelo contrário, se eu Lhe pedir que a ordene, Ele mesmo me ajudará. Ele não se esquiva de nada; está pronto para me mostrar os cantos imundos que eu não seria capaz de descobrir por mim mesmo; Ele mesmo põe mãos à obra, mas sempre com uma bondade encantadora e grande perseverança. Ele quer permanecer na minha alma para sempre e prepará-la para a eternidade. Lá ela estará eternamente firme e nunca mais se desviará.
Quero lhes falar sobre o meu Amigo divino, pois Ele é tão bom para mim que realmente preciso compartilhá-Lo. Não é que eu pense que vocês não O conheçam e que Ele seja exclusivamente meu Amigo – é claro que não! Mas se lhes falar sobre Ele, talvez vocês O venham a conhecer um pouco mais. Com efeito, o quanto mais ouvirmos a Seu respeito e o quanto mais tempo passarmos com Ele, melhor O conheceremos.
Se o dom do entendimento nos permite penetrar nos mistérios divinos, o dom da sabedoria nos concede um “deleitoso” conhecimento de Deus:
“Provai e vede como o Senhor é bom” – exclama o salmista (Sal 33,9). Primeiro nos convida a provar, e só depois a ver.
“O Espírito penetra tudo, mesmo as profundezas de Deus.” (1Cor 2,10)
Enquanto o dom da ciência nos ajuda a nos subtrair à atração das criaturas, reconhecendo num olhar interior seu nada (pois elas foram criadas do nada), e nos faz compreender que toda vida e beleza procedem somente de Deus; o dom do entendimento nos ajuda a penetrar no mistério de Deus com a luz do próprio Espírito Santo.