Na meditação de ontem, ouvimos que, de acordo com São João da Cruz, quando alguém toma a decisão de seguir Cristo mais intensamente, o Diabo tenta impedir o passo decisivo instilando medo, distraindo-nos e tentando-nos de várias maneiras. Não raro, os obstáculos podem vir daqueles que estão mais próximos de nós, mas que não se decidiram a seguir o Senhor plenamente e não entendem esse caminho. Podem até ser pessoas piedosas, mas que não têm um relacionamento suficientemente profundo com o Senhor para entender o mistério entre Deus e a alma chamada por Ele. Portanto, pode acontecer que essas pessoas sintam que precisam aconselhar ou até mesmo advertir contra o embarque nesse caminho mais intenso.
A virtude da fortaleza (Parte III)
Refletimos sobre a virtude da fortaleza no contexto das leituras do livro dos Macabeus, aqueles homens e mulheres corajosos do povo de Israel. Também observei que precisamos dessa virtude para nosso testemunho cristão no mundo, que, em um caso extremo, pode chegar ao martírio. Podemos nos treinar na virtude da fortaleza e não devemos desanimar se formos naturalmente temerosos. A história da noviça Blanche de la Force (narrada no romance de Gertud von Le Fort, “Last on the Scaffold”) pode encorajar essas almas medrosas, mostrando-lhes que elas também podem ser capazes de atos heroicos.
Julgado no amor
Mt 25,31-46
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso. Todos os povos da terra serão reunidos diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos.
A virtude da fortaleza (Parte II)
A fortaleza – que é considerada uma das quatro virtudes cardeais – faz parte do equipamento básico de um soldado. Se ele não for corajoso, não poderá contar com ele nas batalhas mais difíceis, pois o medo se apoderará dele e a situação se tornará perigosa para todos os seus companheiros.
É fácil chegar a essa conclusão quando pensamos em guerra física. Mas a guerra física é um reflexo do combate espiritual em que nos encontramos. No capítulo 6 da carta aos Efésios, Paulo nos faz entender que nossa luta é contra “os principados, as potestades, os dominadores deste mundo tenebroso e os espíritos do mal que estão nos ares” (v. 12).
A virtude da fortaleza (Parte I)
As leituras dos últimos dias nos apresentaram exemplos impressionantes de fé, fidelidade e fortaleza. Por isso, decidi dedicar a meditação de hoje e dos próximos dias à virtude cardeal da fortaleza. Nestes tempos de turbulência, é particularmente importante aspirar a essa virtude e praticá-la, a fim de resistir às várias tentações que nos são oferecidas. Tomemos como modelo as pessoas que encontramos nas leituras dos últimos dias, que nos mostraram que a obediência e a fidelidade a Deus estão acima de todos os valores terrenos e que, com a ajuda de Deus, é possível até mesmo vencer o medo.
Obedecer a Deus antes que aos homens
1Mac 2,15-29
Naqueles dias: Os delegados do rei Antíoco, encarregados de obrigar os judeus à apostasia, chegaram à cidade de Modin para organizarem os sacrifícios. Muitos israelitas aproximaram-se deles, mas Matatias e seus filhos ficaram juntos, à parte. Tomando a palavra, os delegados do rei dirigiram-se a Matatias, dizendo:
Coragem extraordinária
2Mac 7,1.20-31
Naqueles dias: Aconteceu que foram presos sete irmãos, com sua mãe, aos quais o rei, por meio de golpes de chicote e de nervos de boi, quis obrigar a comer carne de porco, que lhes era proibida. Mas especialmente admirável e digna de abençoada memória foi a mãe, que, num só dia, viu morrer sete filhos, e tudo suportou valorosamente por causa da esperança que depositou no Senhor.
