CORAÇÕES QUE PODEM ME ENTENDER

“O que desejo alcançar com esta “obra de amor”, senão encontrar corações que possam me compreender?” (Mensagem de Deus Pai à Ir. Eugênia Ravasio). 

Nos últimos dias, falamos nos “3 minutos para Abba” sobre o coração humano, que o Senhor conhece até mesmo em seus recônditos mais íntimos. Na breve passagem que ouvimos hoje da Mensagem do Pai, somos informados de que Ele está procurando corações que possam compreendê-Lo.  

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NÃO DESANIMAR

“Não fique desanimado quando o mal parecer triunfar. Essas são vitórias de Pirro, vitórias fictícias, depois das quais vem a derrota e a separação final entre o bem e o mal”. (Palavra interior). 

Quando percebemos como o mal parece triunfar no mundo e ao nosso redor, a grande tentação que nos invade é desanimar, desistir e, assim, indiretamente dar mais poder ao mal. Mas esse não deve ser o caso! 

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A VITÓRIA DO AMOR

Antes de chegar a hora de sua Paixão, Jesus se volta para o Pai e diz: “Eu te glorifiquei na terra, tendo terminado a obra que me deste para fazer” (Jo 17,4). 

Jesus age em nome do Pai Celestial e, assim, nos mostra o quanto Ele se importa com nossa salvação, dando-nos Seu amor até o fim: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu único Filho” (Jo 3,16). Essa é a grande obra da Redenção!

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A DELICADEZA DO AMOR

Viver em um relacionamento íntimo com Deus, o Pai, como Ele deseja e até mesmo pede, traz consigo uma grande responsabilidade de nossa parte. Pensemos nos sacerdotes, a quem foi confiado o grande tesouro dos sacramentos. Olhemos especialmente para o maior deles, o Corpo de Cristo presente no Sacramento do Altar. Como o sacerdote o trata? Com a maior reverência e respeito ou com certa indiferença e descuido? De certa forma, poderíamos dizer que o Senhor se entrega em suas mãos, e ele, por sua vez, deve ser muito delicado para responder adequadamente à confiança depositada nele. A esse respeito, o Pai nos diz o seguinte em sua Mensagem:  

“Gostaria de ver uma grande confiança entre o homem e seu Pai no céu, um verdadeiro espírito de familiaridade e gentileza ao mesmo tempo, para que Minha grande bondade não seja abusada.” 

O que dissemos sobre o sacerdote também se aplica a todos nós, porque o Senhor não está presente apenas no Santíssimo Sacramento, mas nos rodeia sempre e em todas as situações. Seu coração está aberto para nós, e é justamente por causa desse grande amor – que pode ser rejeitado – que devemos ter cuidado para não abusar dele. 

Isso também se aplica aos pedidos que fazemos ao Senhor. Se lidamos com uma pessoa que está sempre pronta para fazer o que lhe pedimos, não tiramos proveito de sua bondade. Achamos que não devemos ceder ao egoísmo, para que ele, com sua bondade, tenha de servir a esse nosso egoísmo. O mesmo acontece com nosso Pai Celestial. Embora possamos certamente apresentar nossos desejos, grandes e pequenos, com confiança diante Dele, devemos ter muito cuidado para não ferir esse delicado relacionamento de amor.