“VIVENDO PARA A ALEGRIA DE DEUS”

Uma das coisas mais belas deste mundo é quando as pessoas se empenham em fazer os outros felizes. Certamente todos nós já vivenciamos isso, especialmente quando o gesto é amplamente desprovido de interesse próprio e marcado pelo esquecimento de si mesmo.

No entanto, o mais belo é quando vivemos para a alegria de Deus, quando confiamos toda a nossa vida ao Pai Celestial, simplesmente porque O amamos e respondemos ao Seu amor. Assim, uma certa bem-aventurança começa aqui mesmo na Terra, pois, para além de nós mesmos, a nossa vida aponta para Aquele que é a nossa alegria e para cuja alegria vivemos.

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“A RESPOSTA DE MARIA”  

«Faça-se em mim segundo tua palavra.» (Lc 1,38).

Escrevo esta meditação em 15 de agosto e, neste dia, não quero nem posso deixar de lado a nossa amada Virgem Maria sem pensar nela e dedicar-lhe algumas palavras.

Como o nosso Pai deve ter contemplado — com um olhar cheio de amor — aquela que Ele escolheu para ser a Mãe de seu Filho? Uma virgem santa e pura que, como sabemos pela doutrina da Igreja, foi preservada da mancha do pecado original. Em outras palavras, assemelhava-se à condição de Eva no Paraíso.

Sem dúvida, o olhar do nosso Pai pousou sobre Maria com grande ternura. Ao contrário de Eva, que se deixou seduzir pelo diabo na forma de serpente e caiu na desobediência, Maria respondeu com profundo amor à mensagem que o Pai Celestial lhe transmitiu por meio do Arcanjo Gabriel.

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“VERDADEIRA UNIDADE”  

«Qualquer falsa unidade que não esteja fundamentada em Mim não pode perdurar e, por fim, ruirá.» (Palavra interior).

Nós, seres humanos, ansiamos pela unidade e, quando a encontramos, experimentamos uma paz profunda em nossa alma, paz com Deus, antes de tudo, e depois com o próximo.

No entanto, existe uma condição para alcançar a verdadeira unidade. Ela só pode subsistir na verdade e, portanto, tem o próprio Deus como seu fundamento. É verdade que existem vários grupos de pessoas unidos por um interesse comum, mas estes são de natureza meramente periférica e, portanto, não podem alcançar a profundidade característica da verdadeira unidade.

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“UM CAMINHO DE CURA”  

«O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; têm bom discernimento aqueles que o praticam.» (Sal 110,10).

Compreendemos o temor de Deus como o primeiro dos sete dons do Espírito Santo. Quando o colocamos em prática, nossa vida assume uma direção clara e inequívoca. Examinamos nossas ações na presença de Deus e nos perguntamos se elas poderiam ofender o nosso Pai celestial. Assim, ocorre a grande virada em nossas vidas, e o Espírito Santo pode realizar, de forma radiante, a Sua obra de cura em nossas almas. A princípio, esse dom pode vir acompanhado de um santo temor de cometer até mesmo o menor ato que possa desagradar a Deus. Também permanecem muito vivas as lembranças das consequências que podem nos sobrevir se nos desviarmos de seu caminho.

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“COMO ENFRENTAR A AVERSÃO À ORAÇÃO?”  

«Quando o diabo quer destruir alguém, ele começa incutindo nessa pessoa uma grande aversão à oração.» (São João Maria Vianney).

Devemos estar sempre preparados para os diversos tipos de resistência que podem surgir e tentar dificultar o nosso progresso na vida espiritual. É verdade que, no caminho do seguimento de Cristo, pode surgir em algumas almas contemplativas certa aversão à oração vocal, mas isso não é dirigido contra a oração em si. Pelo contrário, isso os leva a buscar a oração silenciosa e a contemplação com maior intensidade.

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