“UMA MORTE DOCE” 

«Aprenda a viver de tal maneira que a hora da sua morte lhe seja doce. Mantenha o seu coração livre e sempre elevado a Deus, pois não possui aqui cidade permanente.» (Tomás de Kempis).

Uma doce hora da morte! Que perspectiva maravilhosa! Isso não pode significar outra coisa senão aguardar com alegria a morte, ou melhor, o retorno ao Pai Celestial.

De fato, quando tomamos conciência de que, dia a dia, corremos ao encontro do nosso Pai, que nos guia e nos acompanha em nossa peregrinação pela Terra, nosso coração se inflama cada vez mais, e o nosso desejo de viver em comunhão com Ele na eternidade se torna mais forte.

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“A INVENCIBILIDADE DE UMA ALMA QUE AMA” 

«Nem as circunstâncias físicas nem as do espaço podem limitar a liberdade de uma alma que ama.» (São Bernardo de Claraval).

A arte do verdadeiro amor consiste em encontrar o sentido mais elevado de todas as coisas quando se aprende a vê-las sob a perspectiva do Pai Celestial. Até mesmo o sofrimento e as circunstâncias mais difíceis podem ser vencidos quando a alma está unida a Deus. De certa forma, ela se torna invencível, pois encontra a ponte que a conecta a Ele em todas as circunstâncias. Assim, também não permite que a dinâmica negativa das circunstâncias a desanime e preserva sempre a sua liberdade.

Muitas vezes, podemos observar isso de maneira admirável nos mártires. Diante dos tormentos que tinham de suportar ou com os quais eram ameaçados, não perdiam o ânimo nem permitiam que estes os levassem a ações contrárias à vontade de Deus. Muito pelo contrário! Em meio à sua angústia, entregavam ao Senhor o grande dom da vida e, por amor a Ele, permaneciam fiéis ao seu caminho. Manifestava-se neles o espírito de fortaleza, que os tornava capazes de buscar e concretizar o amor divino em todas as situações. O próprio Deus lhes dava a força, preservando assim a sua liberdade.

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APEGUEMO-NOS SEMPRE AO SENHOR

«Agarre-se sempre a mim e adentre o mais profundo do seu ser.» (Palavra interior).

Aconteça o que acontecer, por mais tribulações que nos sobrevenham, tanto externa quanto internamente, e ainda que não sejamos capazes de perceber a presença de Deus em meio a elas, a frase de hoje nos exorta a sempre nos apegarmos ao nosso Pai. De fato, não são os sentimentos que podem nos dar segurança em nossa caminhada com Deus ao longo do tempo, mas sim a Sua palavra e a Sua vontade de nos guiar. Podemos confiar nelas sem questionamentos nem dúvidas. Read More

“O MAIS ÍNTIMO DO CORAÇÃO” 

«A raiz do amor deve ser o mais íntimo do teu coração; dessa raiz não pode brotar senão o bem» (Santo Agostinho).
 
Num primeiro momento, esta afirmação de Santo Agostinho pode nos surpreender. Vêm-nos à mente as palavras de Jesus:
 
«Do interior do coração dos homens procedem os maus pensamentos, as imoralidades sexuais, os roubos, os homicídios, os adultérios, a ganância, a maldade, a fraude, a desonestidade, a inveja, a blasfêmia, a soberba e a insensatez. Todas essas coisas más procedem do interior e tornam o homem impuro.» (Mc 7,21-23).

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“A GRAÇA DO RETORNO” 

Nossa vida espiritual morre quando abandonamos o caminho de Deus e voltamos a nos apegar às promessas deste mundo. A vida da graça, que antes nos sustentava, começa a se extinguir. A proximidade direta, terna e natural de Deus, que confere verdadeiro sentido à vida, dissipa-se.

Em certa medida, isso também acontece quando negligenciamos a vocação que o nosso Pai nos concedeu e acabamos perdendo-a. Então, o impulso da graça que acompanha o chamado de Deus vai enfraquecendo e, ainda que nos mantenhamos fiéis aos seus mandamentos pelo resto da nossa vida, permanece algo insatisfeito em nossa alma. Read More

“QUANDO ME OLHAS…” 

«Minha existência permanece oculta para mim até que Tu, ó Deus, olhes para mim, e a minha escuridão se torne tão clara quanto o meio-dia.» (Santo Agostinho).

Somente através do olhar do nosso Pai sobre nós é que compreendemos a nossa verdadeira vocação como seres humanos. É exatamente como descreve Santo Agostinho. Enquanto ainda não percebemos esse olhar, muitas vezes continuamos buscando nossa própria identidade por diversos caminhos e construímos uma imagem de nós mesmos, em vez de deixá-la se desenvolver de forma orgânica, segundo o plano de Deus para nós.

Quem somos? O que somos? De onde viemos e para onde vamos?

O olhar amoroso do nosso Pai nos desperta para a verdadeira vida. Devemos deixar que esse olhar repouse sobre nós e permitir que o “SIM” do nosso Pai à nossa existência penetre suavemente em nosso interior, entregar a Deus o medo e a insegurança diante da vida e mergulhar confiantemente em seu olhar amoroso. Assim, poderemos compreender cada vez melhor as palavras que o Pai quer sussurrar ao nosso coração por meio da Mensagem à Madre Eugênia.

Quem somos nós? Pessoas que o Pai e Criador chamou à existência por amor.

O que somos? Filhos amados de um Pai divino que quer nos fazer participantes de sua glória.

De onde viemos? Daquele que já havia pensado em nós antes mesmo de chegarmos a este mundo.

Para onde vamos? Para Aquele que, transcorrido o tempo da nossa vida terrena, nos acolherá para sempre no Reino eterno do seu amor, para que possamos contemplá-lo em comunhão com todos os que o amam.

Assim, nosso divino Pai atravessa toda escuridão e nossa noite se esclarece, iluminada pela luz de Deus. Torna-se clara como o meio-dia, resplandecente como o sol, bela como a Mãe do Senhor. A verdadeira vida despontou, e nos tornamos aquilo que realmente somos!

“NOSSO PAI QUER PURIFICAR NOSSO AMOR POR ELE” 

«Venho (…) purificar o amor que me ofereceis, que está distorcido pelo medo.» (Mensagem de Deus Pai a Irmã Eugênia Ravasio).

Nosso amor pelo Pai Celestial deve brotar de um coração livre, que confia plenamente n’Ele. Talvez, em tempos passados, tenha-se enfatizado excessivamente, em nossa Igreja, as consequências de uma vida de pecado. Desse modo, pode surgir, na relação com Deus, um temor que obscurece a Sua verdadeira imagem ou a distorce completamente. Na Mensagem à Irmã Eugênia Ravasio, nosso Pai faz referência a isso repetidamente, como na passagem que ouvimos hoje. Ela vem imediatamente precedida por uma afirmação na qual nosso Pai ressalta que os missionários falam de Deus na medida em que eles mesmos O conhecem, e acrescenta: «Mas digo-lhes novamente que não me conhecem como sou.».

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