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COM O MEU DEUS, EU SALTO A MURALHA
“Sim, contigo eu forço a amurada, com meu Deus eu salto a muralha” (Sl 17,30).
Nosso Pai nos dá a coragem de realizar grandes coisas com Ele. Não raro, no caminho de seguimento do Senhor, erguem-se “amuradas e muralhas” que querem nos desencorajar: obstáculos que parecem intransponíveis, uma dificuldade após a outra, contratempos e até mesmo inimizades concretas.
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A OBRA DO ESPÍRITO
Nosso Pai amado quer habitar em nossas almas e construir o seu templo nelas. Como nos diz São Paulo, somos chamados a ser o templo do Espírito Santo (1Cor 6,9). Portanto, o Senhor habita no sacrário não só nas belas e majestosas catedrais: podemos encontrá-Lo em nosso próprio coração, que se torna o sacrário da Sua graça, a todo momento e em todos os lugares. Assim fala o Pai na Mensagem a respeito da ação do Espírito Santo:
UM CORAÇÃO NOVO
“Dar-vos-ei um coração novo, porei no vosso íntimo um espírito novo, tirarei do vosso peito o coração de pedra e vos darei um coração de carne.” (Ez 36,26)
O CORAÇÃO DE DEUS É NOSSO REFÚGIO
“Enquanto você permanecer em meu coração, estará sob minha proteção divina. Mesmo que os poderes das trevas se levantem, nada conseguirão” (Palavra interior).
ENFIA A TUA ESPADA NA BAINHA!
“Jesus disse a Pedro: ‘Enfia a tua espada na bainha! Não hei de beber eu o cálice que o Pai me deu?’” (Jo 18,11).
Não podemos entender a reação de Pedro? No jardim do Getsêmani, ele teve que ver com seus próprios olhos como seu amado Mestre foi aprisionado. Não deveria defendê-lo? Não estaria mostrando desta maneira a Jesus seu amor, sua fidelidade e também sua coragem?
Certamente é assim, Pedro. Mas Jesus é diferente e precisamos primeiro aprender a conhecê-lo… Tu, Pedro, experimentaste isso: o amor humano não é forte o suficiente. Ele precisa da luz do Espírito Santo, para que a sabedoria penetre na alma do homem, de modo que ele se torne forte em Deus e capaz de suportar os sofrimentos que lhe sobrevêm no caminho de seguimento do Senhor.
OUVI-O
“Eis o meu Filho muito amado, em quem pus toda a minha afeição; ouvi-o” (Mt 17,5).
