“Onde está sua vitória, ó morte? Onde está seu aguilhão, ó inferno? (1Cor 15,55).
Podemos exclamar com alegria neste dia, o dia em que a Igreja proclama a Ressurreição do Filho de Deus: O Senhor ressuscitou! Ele ressuscitou de fato!
“Onde está sua vitória, ó morte? Onde está seu aguilhão, ó inferno? (1Cor 15,55).
Podemos exclamar com alegria neste dia, o dia em que a Igreja proclama a Ressurreição do Filho de Deus: O Senhor ressuscitou! Ele ressuscitou de fato!
Luto pelo Senhor. Dor pelos homens que não reconheceram e crucificaram o seu Redentor… Luto da Mãe pelo Filho amado; luto e desconcerto entre os discípulos, que dizem a si mesmos, espantados: “Esperávamos que fosse ele quem haveria de restaurar Israel” (Lc 24,21).
Mas o Senhor desceu ao inferno para aqueles que ainda aguardavam a Redenção – e os encheu, também, com o Seu amor.
“Se eu disser: ‘As trevas ao menos vão me envolver e a luz ao meu redor se fará noite’, nem mesmo as trevas são obscuras para ti, e a noite brilha como o dia; para ti as trevas são como a luz.” (Sal 138,11-12).
Não há nada que não possa ser iluminado pela luz de Deus.
“Tudo está consumado. E, reclinando a cabeça, ele entregou o espírito.” (Jo 19,30).
Hoje, juntamente com o Pai Celestial e todos os fiéis, nosso olhar está voltado para a cruz da qual o Filho amado foi pendurado. Ali, na Cruz erguida no Calvário, o poder do mal foi quebrado pelo amor manifesto de Deus.
Judas consuma a sua traição e Jesus é preso. Isto acontece depois que o Senhor aceita, no Getsêmane, o sofrimento das mãos de Seu Pai e dá o seu “sim” a tudo que estaria por vir.
Um SIM que teve que passar pela angústia e a agonia. Um SIM depois de pedir ao Pai que, se fosse possível, deixasse aquele cálice passar sem que o tivesse que beber (cf. Mt 26,39-44). Um SIM que expressa a sua entrega incondicional ao Pai. Um SIM por amor à humanidade.
“Durante a ceia levantou-se da mesa, depôs o manto e, tomando uma toalha, cingiu-se com ela. Depois pôs água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido.” (Jo 13,4-5)
“Abba, Pai! Tudo é possível, afasta de mim este cálice; todavia, não seja o que eu quero, mas o que tu queres”. (Mc 14,36).
Essas palavras de Jesus foram profundamente marcantes para todos aqueles que aceitaram o sofrimento nas mãos do Pai. Não é fácil reconhecer Seu amor paternal nelas, ainda mais quando se trata de um sofrimento que não causamos a nós mesmos por nossa própria culpa. Uma pessoa pode se encontrar em uma escuridão profunda e somente a fé nua e crua a ajuda a passar por isso: fé no amor do Pai.