Festa da Natividade da Bem-aventurada Virgem Maria – “Eleita por Deus”

Mt 1,18-23

 A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria, em segredo. Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. Tudo isso aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho. Ele será chamado pelo nome de Emanuel, que significa: Deus está conosco”.

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Em atenção à tua palavra…

Lc 5,1-11

Naquele tempo, Jesus estava na margem do lago de Genesaré, e a multidão apertava-se a seu redor para ouvir a palavra de Deus. Jesus viu duas barcas paradas na margem do lago. Os pescadores haviam desembarcado e lavavam as redes. Subindo numa das barcas, que era de Simão, pediu que se afastasse um pouco da margem. Depois sentou-se e, da barca, ensinava as multidões. Quando acabou de falar, disse a Simão: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca”. Simão respondeu: “Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes”. Assim fizeram, e apanharam tamanha quantidade de peixes que as redes se rompiam. Então fizeram sinal aos companheiros da outra barca, para que viessem ajudá-los. Eles vieram, e encheram as duas barcas, a ponto de quase afundarem.

Ao ver aquilo, Simão Pedro atirou-se aos pés de Jesus, dizendo: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador!” É que o espanto se apoderara de Simão e de todos os seus companheiros, por causa da pesca que acabavam de fazer. Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão, também ficaram espantados. Jesus, porém, disse a Simão: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens”. Então levaram as barcas para a margem, deixaram tudo e seguiram a Jesus.

 

O assombro e a comoção dos discípulos diante da inesperada abundância da pesca foram tão grandes que Pedro não se sentiu digno de estar na presença de Jesus. E, de fato, nós mesmos não somos dignos de viver em comunhão com Jesus, o Filho de Deus. Na Santa Missa, o confessamos todos os dias: “Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada…” E é verdade! Se contemplarmos a santidade de Deus e, ao mesmo tempo, virmos nossa limitação e pecaminosidade, só poderemos chegar ao mesmo resultado. É bom que nos lembremos frequentemente de nossa indignidade, para que não caiamos no orgulho ou até mesmo nos vangloriemos dos dons que Deus nos concedeu. Entretanto, essa realidade é apenas um lado da página…

A outra realidade é que Deus nos ama e, em Seu amor, Ele nos torna dignos de recebê-Lo. Ele nos vê com olhos de amor e, com esse olhar, quer nos despertar para sermos o que de fato somos: filhos de Deus, criados à Sua imagem. Ele quer nos libertar de tudo o que nos prende e escraviza, para que possamos respirar livremente e tomar consciência de nossa dignidade como pessoas e como cristãos. Se sempre tivermos em mente que essa dignidade é um dom de Deus, não nos exaltaremos.

Pedro e seus companheiros haviam testemunhado o poder de Deus sobre a natureza e tremeram.

Mas Pedro também foi um colaborador naquela pesca milagrosa, porque, na fé, ele renunciou à lógica de sua experiência humana: “Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes”. Ele poderia ter concluído sua objeção dizendo: “Não adianta lançar as redes novamente, pois hoje os peixes não mordem”. Mas ele deu um passo de fé e confiança, deixando-nos uma importante lição.

No serviço de evangelização, também podemos vivenciar momentos em que, como Pedro, todo o esforço para pescar parece ser em vão. De fato, o exemplo dessa história bíblica pode muito bem ser aplicado à missão, pois foi exatamente para isso que Pedro e seus companheiros foram chamados no final do acontecimento: para serem “pescadores de homens”.

Talvez tenhamos tentado repetidamente tocar o coração de certas pessoas com a mensagem do evangelho, ou adverti-las dos maus caminhos. Talvez tenhamos orado com insistência sem ver resultados. Ou poderíamos também pensar em uma ordem religiosa que está envelhecendo sem uma nova geração de vocações. Talvez os joelhos tenham ficado calejados de tanto rezar, mas não chegam vocações… Nessas circunstâncias, facilmente caímos na resignação e surge a pergunta: “Onde falhamos?”

Mas a resignação é um sentimento humano que vem da decepção e, tendo chegado a esse estado, praticamente não contamos mais com a intervenção de Deus.

No entanto, Deus tem Seu tempo e nos convida a fazer as coisas “em atenção à Sua Palavra”. No Senhor, podemos nos encher de nova coragem, confiando Nele mais do que em nossa própria experiência. A fé ultrapassa nossos pensamentos e sentimentos humanos e nos dá uma segurança muito mais forte para nossa vida.

“Em atenção à Sua Palavra” vamos sair novamente, vamos fazer mais uma vez o que talvez já tenhamos feito muitas vezes antes; e dessa vez algo pode mudar. No caso do evangelho de hoje, o resultado foi uma pesca milagrosa; no caso da evangelização, pode ser um avanço inesperado e um crescimento na missão. Ou pode acontecer que a pessoa por quem estávamos orando de repente se afaste dos maus caminhos; ou, no caso das comunidades religiosas, as vocações podem chegar inesperadamente.

Deus tem seus tempos. Cabe a nós fazer aquilo que nos foi encomendado. Pedro era um pescador até o momento em que o Senhor o chamou para se tornar um “pescador de homens”. Procuremos ser fiéis em nossa caminhada e no cumprimento de nossas tarefas. A fecundidade de todos os nossos esforços está nas mãos de Deus. Como disse Madre Teresa de Calcutá: “Procuremos não ser um obstáculo para o Espírito Santo”.

Aceitemos, então, o convite do Evangelho de hoje: “Senhor, permiti-nos realizar nosso serviço com os olhos fixos somente em Vós, e ajudai-nos a não desanimar quando virmos tão poucos frutos. Esperamos por Vossa Palavra e, então, continuaremos cheios de coragem e nos deixaremos guiar por Vós para onde quiserdes que vamos”.

OBSERVAÇÃO: Como hoje é o sétimo dia do mês, o qual sempre dedicamos de forma especial ao nosso Pai Celestial, gostaríamos de convidá-los a ouvir os “3 minutos para Abba”, que é um pequeno impulso que publicamos diariamente para aprofundar o relacionamento de confiança com Deus, o Pai. Você pode encontrá-los no link a seguir (em português): https://youtu.be/P9uHIYJZJAE

Também gostaríamos de apresentá-los à “Família de Abba”, para aqueles que ainda não ouviram falar dela e gostariam de fazer parte dela. Trata-se de um grupo de pessoas de muitas nações diferentes que sentiram o chamado para honrar o Pai Celestial de uma maneira especial e fazer com que seu amor seja conhecido pelas pessoas.
A iniciativa nasceu após uma Novena a Deus Pai, em 7 de agosto de 2021. Aqui você pode ver o vídeo em que o Ir. Elias fez o convite para participar dessa família espiritual: https://www.youtube.com/watch?v=4_ZnKsTwIAs&list=PLro4a2dUibcQ9Oy9_fCDEKy18i_GERLcZ&index=11

Aqueles que desejarem participar podem fazê-lo preenchendo o formulário neste link: https://www.amadopadrecelestial.org/contacto

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ENTREGAI-ME TUDO

“Entregai-me tudo o que quiser vos afligir. Eu sou vosso Pai!” (Palavra interior). 

Não é uma grande contradição se, apesar de conhecermos nosso Salvador e experimentarmos a bondade de nosso Pai Celestial, ainda parecermos abatidos e deprimidos na vida? Por acaso não sabemos a quem recorrer com nossas culpas? Por acaso desconhecemos o quanto Deus está disposto a perdoá-las quando nos arrependemos sinceramente? 

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Signos do Reino de Deus

 

Lc 4,38-44

Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela. Inclinando-se sobre ela, Jesus ameaçou a febre, e a febre a deixou. Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los.

Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males, os levaram a Jesus. Jesus punha as mãos em cada um deles e os curava. De muitas pessoas também saíam demônios, gritando: “Tu és o Filho de Deus”. Jesus os ameaçava, e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o Messias.

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O AMOR DAS CRIANÇAS PELO PAI

“Como ficaria contente se visse os pais ensinarem aos seus filhos, a chamar-Me muitas vezes pelo Nome de Pai, como Eu o sou! Como Eu desejaria ver colocar nessas almas jovens uma confiança, um amor todo filial para comigo!” (Mensagem do Pai à Madre Eugênia Ravasio). 

Aqui nosso Pai se dirige aos pais de família, pedindo-lhes a coisa mais preciosa que podem dar a Ele e a seus filhos: ensiná-los a invocar o Deus santo com o nome “Pai” e a encontrar seu lar na “grande família de Deus”, na comunhão com o Pai Celestial e com todos os santos e anjos, para a qual todos os homens são chamados. Que horizonte se abre aqui para as crianças! Que proteção elas experimentam! Assim, elas recebem um alicerce para suas vidas, capaz de sustentá-las e mantê-las firmes quando surgem as crises. 

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Sobriedade e vigilância

1Ts 5,1-6.9-11 

 Quanto ao tempo e à hora, meus irmãos, não há por que vos escrever. Vós mesmos sabeis perfeitamente que o dia do Senhor virá como ladrão, de noite. Quando as pessoas disserem: “Paz e segurança!”, então de repente sobrevirá a destruição, como as dores de parto sobre a mulher grávida. E não poderão escapar. Mas vós, meus irmãos, não estais nas trevas, de modo que esse dia vos surpreenda como um ladrão. Todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite, nem das trevas. Portanto, não durmamos, como os outros, mas sejamos vigilantes e sóbrios. Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele morreu por nós, para que, quer vigiando nesta vida, quer adormecidos na morte, alcancemos a vida junto dele. Por isso, exortai-vos e edificai-vos uns aos outros como já costumais fazer. 

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O SANTÍSSIMO SACRAMENTO

“Meus filhos, não vos descreverei toda a magnitude do meu infinito amor, pois basta abrir os Livros Sagrados, contemplar o Crucifixo, o Tabernáculo e o Santíssimo Sacramento para compreender até que ponto eu vos tenho amado” (Mensagem do Pai à Madre Eugênia Ravasio). 

  Existem comunidades e paróquias onde o Santíssimo Sacramento é exposto e adorado com frequência. Existem inclusive lugares onde se pratica a “adoração perpétua”, que certamente já é uma realização aqui na terra do que faremos sem cessar e sem limites na eternidade: adorar a Santíssima Trindade. Se esta adoração perpétua é realizada 24 horas por dia, decerto fomenta a expectativa vigilante do retorno do Senhor, preparando-nos para recebê-lo. 

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