O PAI QUER NOS ENRIQUECER

 

«Anseio por enriquecê-los cada vez mais!» (Mensagem do Pai à Madre Eugênia Ravasio).

 Para conhecer o coração do nosso amado Pai, devemos deixar que estas Suas palavras penetrem profundamente em nós. Nelas, descobrimos a natureza do Seu amor por nós. Deus deseja fazer-nos participantes de Suas riquezas imensuráveis. Ele anseia por derramar Seus dons sobre nós e apenas aguarda que estejamos prontos para receber tudo o que Ele deseja dar.

Infelizmente, nosso Pai às vezes encontra corações que pouco abertos e não compreendem como Ele realmente é. Podem até sentir-se ameaçados, pensando que Deus talvez exija algo deles, ou lhes dê algo, que eles mesmos não desejam de forma alguma. Nesse caso, tem-se uma visão equivocada de Deus, pois, na realidade, nosso Pai celestial deseja apenas o melhor para os Seus filhos. Somos nós que nem sempre sabemos o que é melhor e deixamos de confiar suficientemente no Seu amor.

O fato de o Pai desejar enriquecer-nos significa que Ele quer multiplicar o que já começou em nós. Portanto, Ele não nos concede os seus dons apenas de uma vez por todas; Ele também quer que eles se multipliquem. Pensemos no amor: ele nunca deve estagnar, mas sim crescer cada vez mais. Para garantir que isso aconteça, o Pai provê tudo o que é necessário.

Na Mensagem à Irmã Eugenia Ravasio, continua a dizer: «É por isso que constantemente vos ofereço novas graças e trago à vossa mente aquelas que deixastes passar sem delas tirar proveito para as vossas almas, pois eis que tendes uma ideia tão limitada da Minha bondade e do Meu amor.».

Devemos acolher as novas graças que Ele nos oferece, percebendo como Deus nos toca e nos fortalece, e aproveitando a formação espiritual que Ele proporciona.

Quando Deus nos traz à memória as graças que deixamos de aproveitar, podemos expressar nosso pesar por tê-las deixado escapar e pedir-Lhe sinceramente que nos ajude a «recuperar» o que for possível. Será que o nosso Pai nos negaria isso? Como poderia?

Parte V: o Anticristo no romance de Michael O’Brien

Assim como Robert Benson, Michael O’Brien, um autor vivo, desenvolve sua narrativa apocalíptica na forma de um romance. O protagonista de sua trilogia é um judeu convertido que se tornou padre católico: o Padre Elías.

A história narra a ascensão de um homem que exerce um enorme poder de atração sobre a humanidade. O’Brien menciona detalhes de sua juventude que sugerem que, no fundo, ele é uma pessoa verdadeiramente cruel, embora aparente ser impecável e virtuoso. Ao longo da história, o Padre Elías descobre que esse homem ordenou a morte de alguns de seus adversários políticos e está cercado por homens violentos que executam suas ordens.

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Parte IV: O Anticristo segundo Robert Benson

O segundo autor que abordarei nesta série sobre o Anticristo é Robert Hugh Benson, um padre católico inglês. Em 1907, ele escreveu um romance intitulado «O Mestre do Mundo».

É uma espécie de romance futurista que abrange uma dimensão apocalíptica. Para nós, fiéis, é interessante porque descreve, em termos muito concretos, o confronto entre a Igreja e um mundo que se afastou da fé cristã. Além disso, traça um retrato de como poderia ser a figura de um Anticristo vindouro.

Robert Benson escreveu seu romance tendo como referência “Um Breve Relato sobre o Anticristo”, de Solovyov. Dada a semelhança de certas passagens, pode-se presumir que Benson conhecia a obra de Solovyov e que ambos recorreram a fontes comuns ao retratar o Anticristo.

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Parte III: O Anticristo segundo o relato de Solovyov

Na meditação de hoje e na de amanhã, analisaremos como o Anticristo é descrito na literatura que li sobre esse assunto.

Ele é tipicamente descrito, acima de tudo, como uma figura política dotada de carisma extraordinário, que surge para oferecer soluções para os problemas políticos e sociais mais prementes.

Conforme é tipicamente retratado, o Anticristo possuirá um imenso poder de atração, tornando difícil para as pessoas resistirem ao seu fascínio. Exteriormente, ele parecerá uma pessoa espiritual e aparentemente virtuosa, um homem altamente culto que demonstra abertura para questões religiosas.

Nesse sentido, mostra-se a nós uma imagem do Anticristo que difere daquela dos muitos anticristos que, ao longo da história, surgiram como tiranos violentos.

Vamos começar hoje analisando aquele que é, talvez, o livro mais importante sobre este assunto: “Breve relato do Anticristo”, de Vladímir Solovyov.

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