Amado Pai, o desfecho da história de José e seus irmãos mostra como sabeis valer-Vos inclusive do mal que os homens pensam e fazem para realizar o Vosso plano de amor. Isto demonstra a Vossa onipotência e nos dá esperança quando presenciamos tanta injustiça no mundo. Quem, senão Vós, poderia reverter o mal em bem? Somente Vós!
Assim, podemos viver e nos apegar a Vós em meio à maldade que se espalha ao nosso redor. Isso não significa que devamos deixar de chamar o mal de mal, mas arrebatamos dele sua pretensão de onipotência e não nos rendemos. Afinal de contas, não será o mal nem o Maligno quem triunfará, mas o poder do Vosso amor. Isso é certo!
Também em tempos apocalípticos é importante ter isso sempre presente, pois Vós jamais deixais de cuidar dos Vossos e de chamar todos os homens à conversão.
Quando José jazia no poço vazio, quem poderia imaginar o que ele um dia viria a ser? Poderia alguém ter imaginado que se tornaria o segundo no comando do Egito e que, mais tarde, salvaria sua própria família da fome — justamente aqueles que tinham querido matá-lo?
Não! Muitas das coisas que Vós realizais sequer podemos imaginar! Algumas de Vossas obras Vós predizeis com antecedência, mas, mesmo assim, tendes que abrir nossos olhos para que vejamos quando se cumprem. Todos esses maravilhosos acontecimentos que dispusestes ficaram plasmados na Escritura também para fortalecer a nossa fé.
E é disso que precisamos, amado Pai! Uma fé forte que, sob nenhuma circunstância, permita que desanimemos nem que nos deixemos intimidar pelo poder das trevas.
A história de José é uma amostra disso, e ainda mais a Paixão do Vosso Filho. Na mais profunda escuridão, quando tudo parecia ter chegado ao fim, a vitória do Vosso amor sobre as trevas resplandeceu no Calvário.
Logo poderemos exclamar o grito triunfal: Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó inferno, o teu aguilhão? (cf. Os 13,14b e 1Cor 15,55).
