Ser corajosos para o Senhor

Mt 10,26-33 

Naquele tempo, disse Jesus a seus apóstolos: “Não tenhais medo dos homens, pois nada há de encoberto que não seja revelado, e nada há de escondido que não seja conhecido. O que vos digo na escuridão dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados! Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno! Não se vendem dois pardais por algumas moedas?

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Descuido com o amor de Deus

Mt 6,24-34 

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Ninguém pode servir a dois senhores: pois, ou odiará um e amará o outro, ou será fiel a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro. Por isso eu vos digo: não vos preocupeis com a vossa vida, com o que havereis de comer ou beber; nem com o vosso corpo, com o que havereis de vestir. Afinal, a vida não vale mais do que o alimento, e o corpo, mais do que a roupa? Olhai os pássaros dos céus: eles não semeiam, não colhem, nem ajuntam em armazéns.

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ENTREGAI-ME TUDO

“Entregai-me tudo o que quiser vos afligir. Eu sou vosso Pai!” (Palavra interior). 

Não é uma grande contradição se, apesar de conhecermos nosso Salvador e experimentarmos a bondade de nosso Pai Celestial, ainda parecermos abatidos e deprimidos na vida? Por acaso não sabemos a quem recorrer com nossas culpas? Por acaso desconhecemos o quanto Deus está disposto a perdoá-las quando nos arrependemos sinceramente? 

Por que, então, andamos abatidos, por que frequentemente carecemos da alegria natural e espiritual? 

Talvez continuemos a carregar nós mesmos os fardos que deveríamos ter entregue ao Senhor há muito tempo. De fato, Ele mesmo nos diz: “Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei” (Mt 11,28). 

Isso não significa que as cruzes em nosso caminho desapareçam. Mas como as suportamos: unidos ao Senhor, ou tentando superá-las com nossas próprias forças? 

Como lidamos com os pensamentos e sentimentos melancólicos e sombrios? Apressamo-nos em buscar o Senhor para falar com Ele sobre o que nos aflige e permitir que Ele toque esses sentimentos, atenuando-os ou até mesmo eliminando-os por completo? Ou damos a eles espaço em nossa alma, de modo que se enraízam e diminuem nossa alegria de viver, tornando-nos cada vez mais abatidos, causando dano à nossa alma e nos fazendo um fardo para nossos entes queridos?  

Permitimos que nosso Pai nos liberte desses pensamentos e sentimentos, ou nos acostumamos tanto com eles que beneficiam de uma espécie de “direito de cidadania” em nossa alma? 

O Senhor nos convida a nos aproximarmos Dele com tudo o que nos aflige, especialmente com aquelas construções de pensamento e estados emocionais que são dirigidos contra o amor, contra a vida, contra nós mesmos e contra outras pessoas. Talvez até contra o próprio Deus? 

“Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos!”, exorta-nos São Paulo (Fil 4,4). Mas isso só será possível se levarmos diante do Senhor todos os estados melancólicos e confusos de nossas almas, todas as nossas sombras e pecados! O convite de nosso Pai ainda está de pé…. 

Uma lição para a vida espiritual

Mt 6,19-23 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Não junteis tesouros aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e os ladrões assaltam e roubam. Ao contrário, juntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça e a ferrugem destroem, nem os ladrões assaltam e roubam. Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. O olho é a lâmpada do corpo. Se o teu olho é sadio, todo o teu corpo ficará iluminado. Se o teu olho está doente, todo o teu corpo ficará na escuridão. Ora, se a luz que existe em ti é escuridão, como será grande a escuridão”. 

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