“Em verdade, em verdade eu vos digo: um de vós me há de trair”. (Jo 13,21b)
A traição! Nela são revelados os abismos mais terríveis do coração humano. Trair o amigo, trair o Mestre e Senhor, trair o amor…
“Em verdade, em verdade eu vos digo: um de vós me há de trair”. (Jo 13,21b)
A traição! Nela são revelados os abismos mais terríveis do coração humano. Trair o amigo, trair o Mestre e Senhor, trair o amor…
“Tomando Maria uma libra de bálsamo de nardo puro, de grande preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos.” (Jo 12,3a)
“Hosana ao filho de Davi! Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!” (Mt 21,9).
Todo o povo está reunido e por um breve período de tempo aquilo que correspondia à realidade da vinda do Filho de Deus ao mundo começa a acontecer. Ele é aclamado com júbilo e alegria; o povo acolhe o seu Rei verdadeiro, o seu Messias, Aquele que foi prometido e esperado por tanto tempo.

Antes de entrar na Semana Santa, daremos hoje o último passo em nosso itinerário quaresmal. Convido-os cordialmente a continuarem nos acompanhando durante a Semana Santa, cujas reflexões terão um caráter mais meditativo. Também poderão assisti-las em forma de vídeos nos respectivos links que lhes enviaremos diariamente.
«A Quaresma é o outono da vida espiritual, no qual devemos colher os frutos e armazená-los para o ano inteiro. Faça todo o possível — eu lhe rogo — para enriquecer-se com estes tesouros preciosos que ninguém poderá lhe roubar e que não enferrujam (cf. Mt 6,20). Lembre-se do que digo com frequência: enquanto pretendermos viver duas Quaresmas ao mesmo tempo, nunca conseguiremos viver bem nem sequer uma. Portanto, vivamos a Quaresma atual como se fosse a última; então, a aproveitaremos bem» (De uma carta de São Francisco de Sales a Joana Francisca de Chantal).
Amado Pai, no evangelho de hoje (Jo 11,47-54) deparamo-nos com a obstinação e a cegueira dos líderes religiosos daquela época. Estas atingiram dimensões alarmantes e levaram-nos, inclusive, a tramar a morte de Jesus. Enganavam-se a si mesmos, de modo que a verdade já não tinha acesso aos seus corações.