Novena a Deus Pai – 6º Dia: “Vosso Nome afugenta as trevas”

Querido Pai, muitas vezes somos confrontados com o mal, tanto em nosso interior como fora de nós. Às vezes até parece que o mal triunfa. Apresenta-se poderoso, tenta obscurecer nossa visão e definir nossos sentimentos.  

Vós dissestes à Madre Eugênia:  

“Quereis ganhar a vitória sobre vosso inimigo? Invocai-Me e triunfareis vitoriosos sobre ele.” 

Sim, Pai, queremos que o inimigo do gênero humano seja derrotado, tanto em nossas vidas como na de todos os homens. Vosso Filho obteve esta vitória para nós e agora este vosso triunfo deve ser realizado na Terra! O inimigo não pode resistir onde estejais presente. Por isso, temos que invocar vosso Nome a todo instante e em todo lugar! 

Um sábio “staretz”, quer dizer, um líder espiritual, disse a seus monges numa certa ocasião: 

“Invocai sempre o nome de Jesus. Pronunciai-o constantemente com vossos lábios. Então sereis como o fogo e o diabo não poderá chegar perto deste fogo.” 

Se vos invocamos ou simplesmente nos lembramos de Vós no silêncio de nosso espírito e de nosso coração, então estais presente com vosso amor e o mal não pode resistir. Os espíritos malignos fogem de onde o amor e a verdade se abraçam.  

Abba, Abba, Abba…. 

Quando cantamos ou pronunciamos vosso nome, ele se inscreve mais profundamente em nossos corações: 

“A prova de que sois filhos é que Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: ‘Aba, Pai!’” (Gal 4,6). 

Então, assim como acontece na oração do coração, é o Espírito Santo quem nos impele a repetir vosso Nome e com Ele bradaremos: ‘Abba, Pai!’ 

Creio que isto vos agrada, e nossa alma também se deleita em permanecer nesta luz, na qual se cura cada vez mais.  

Quando invocamos vosso Nome, não apenas afugentamos nosso inimigo externo e bloqueamos o seu acesso, mas também vossa luz penetra em nós mais profundamente, derretendo o gelo em volta do nosso coração. A névoa é dissipada e dá lugar à luz. 

Vós mesmo removereis as ervas daninhas que o inimigo semeou e que cresceram em nós (cf. Mt 13, 24-30) e o caminho até o nosso coração será liberado.  

E então, Pai, será cada vez mais difícil para o inimigo nos confundir. 

Uma vez que tivéreis estabelecido vossa morada em nós e tivermos entrado em um diálogo cada vez mais íntimo convosco, nosso coração será transformado: as virtudes resplandecentes serão inseridas nele e os dons maravilhosos do Espírito Santo se desenvolverão.  

Então o maligno não encontrará mais uma brecha com tanta facilidade para nos enganar.  

Assim, quando vivemos convosco, quando centramos o nosso coração em Vós e quando colocamos a nossa confiança em Vós não precisamos mais viver com medo do inimigo (cf. 1Jo 4,18). 

Pai, isto já é um antegozo do paraíso, quando o poder do inimigo já não pode mais nos assustar, quando nos sentimos cercados e protegidos pelo vosso baluarte, quando o vosso Espírito afasta as trevas: “Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” (1 Cor 15,55) 

Vivamos, então, na vossa segurança sem nos deixarmos impressionar pelo mundo do mal; afastemo-nos do “enganador enganado” e lancemo-nos ao que está por vir! (Fil 3,13b) 

O que está por vir é o vosso convite para que vivamos convosco num verdadeiro espírito de familiaridade, proximidade e confiança, de forma terna e muito delicada. Sim, este é um indício de um vislumbre de eternidade, pois assim será – e ainda mais gloriosa e incomparável – a nossa comunhão na eternidade junto com todos aqueles que são Vossos. E já aqui, em nossa vida terrestre, pode antecipar-se! 

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Novena a Deus Pai – 5º Dia: “Vinde, Pai amado, habitar em nós!”

Pai amado, vosso Filho nos prometeu no Evangelho: 

“Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada.” (Jo 14,23) 

Pai, não queremos apenas vos convidar, mas clamamos de todo o coração: Vinde a nós! Senti-vos em casa em nós! Queremos preparar-vos uma morada onde podeis viver. Vinde e não demoreis, ficai para sempre.  

Isto é o que também quereis nos dar a entender quando nos dizeis repetidamente que desejais estar conosco.  

Já naquela época caminhastes com vosso povo Israel. Depois não só nos enviastes vosso Filho no seio da humanidade, mas também quisestes que Ele mesmo se fizesse homem a fim de estar bem próximo a nós.  

E ainda mais: Nos destes a Vós mesmo como alimento em vosso Filho. Nele estais presente nos tabernáculos de nossas igrejas. Portanto, a mensagem que temos que entender é que Vós quereis estar em nosso meio e também morar em nossos corações.  

Na Mensagem que confiastes à Irmã Maria Eugênia Ravasio, Vós relatais: 

“A obra desta Terceira Pessoa de Minha Divindade é feita em silêncio e muitas vezes o homem não a percebe. Todavia para Mim é um meio muito apropriado para não só estar no tabernáculo, mas também na alma de todos aqueles que estão em estado de graça… para ali estabelecer o Meu trono e ali morar continuamente, como um verdadeiro Pai que ama, protege e assiste ao Seu filho. Ninguém pode imaginar a alegria que sinto quando estou a sós com uma alma.” 

Portanto, Pai, é através do Espírito Santo que vindes a nós. Quereis descansar em nosso coração e este se converterá no local de vosso descanso. Lembro-me aqui, Pai amado, da Virgem Maria: nela descansastes, não é verdade?  Poderíamos dizer que ela foi como vosso “Shabbat”, o vosso “sábado”, o dia do vosso descanso? 

Pai, mesmo que por vossa misericórdia possamos viver em estado de graça, nosso coração ainda não está purificado suficientemente. Toda pessoa quer oferecer uma casa limpa a um hóspede querido. As mulheres, em particular, prestam muita atenção a isto. E isto é ainda mais importante quando se trata de preparar uma morada para Vós, nosso Hóspede divino.  

Mas em vosso caso é diferente: quando nos enviais o Espírito Santo, Ele purifica nosso coração. E Vós sabeis que, por nós mesmos, por mais que nos esforcemos, não somos capazes sequer de limpá-lo adequadamente. O pecado e suas consequências estão por demais enraizados em nós.  

Mas Vós, Pai, cuidais de tudo e socorreis nossa fraqueza para que possamos receber o Espírito Santo mesmo que não sejamos perfeitos.  

Sendo assim, não nos preocupemos desnecessariamente! Vosso Filho nos deu apenas uma preocupação: “Buscai primeiro o Reino de Deus” (Mt 6,33). Isto sim, querido Pai, é o que queremos vos prometer com firmeza: fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que possais habitar em nós com alegria.  

Como ireis vos sentir em nossos corações?  

Esperamos não vos esquecer, esperamos lembrar sempre que Vós estais presente e manter um diálogo íntimo convosco. Por favor, recordai-nos constantemente! 

Sabemos que sois muito gentil conosco e que não vos impondes a nós. Sabemos que nos cortejais e lutais pelo nosso amor, mas não nos forçais.  

O que podemos fazer para que não sejamos tão esquecidos? Pedirei ao Espírito Santo, nosso Divino Amigo, que me lembre de pensar em Vós.  

Fazei-me sentir o vazio e a frieza do meu coração quando me esquecer de Vós, de forma que possa voltar ao meu interior e, ali, vos encontrar. Ali, onde estais, está a paz verdadeira.  

E então, Pai amado, poderei sair novamente, não para me dispersar, mas sim para anunciar a vossa paz e convidar os homens a abrirem as portas de seus corações a Vós.  

Acredito que isto vos agradaria, porque quereis realizar a obra de vosso amor em todas as almas. 

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Novena a Deus Pai – 4º Dia: “Pai, vosso amor e misericórdia são infinitos”

Pai amado, na mensagem maravilhosa que transmitistes à Madre Eugênia Ravasio, Vós nos dizeis como acompanhastes um certo homem ao longo de sua vida e o regastes com bênçãos. Não obstante, aquele homem não retribuiu a vossa cortesia, pelo contrário, enredou-se em pecado ofendendo-vos constantemente. Mas não deixastes de chamá-lo, nem deixastes de lutar por ele. Finalmente, pouco antes de sua morte, arrependeu-se de sua vida má e invocou-vos com o nome de “Pai” – e vos alegrastes por poder perdoá-lo para estar junto a Vós na eternidade.  

Esta estória, Ó Pai, comoveu-me profundamente e continua a me comover até hoje… 

Surpreso e em adoração, contemplo vosso amor e misericórdia, descobrindo-os cada vez mais.  

Pai, essas vossas qualidades me ultrapassam em muito! Tanto que me lembro dos discípulos de vosso Filho, quando por causa de sua alegria, quase não podiam acreditar que havia realmente ressuscitado (cf. Lc 24,41).  

Vossa misericórdia me dá esperança: esperança para mim mesmo, que estou tão necessitado dela e esperança para aqueles que passam suas vidas no pecado, como aquele homem da estória.  

Como é possível que Vós sejais tão misericordioso? 

Este é o grande mistério do vosso amor divino! Deve ser descoberto, deve ser acreditado, deve ser experimentado, deve ser imitado… 

Quão desolado e escuro seria este mundo se não fosse por esta esperança em vosso amor que nunca se esgota! Seria uma amarga antecipação do inferno!  

Foi este amor que vos moveu a nos enviar vosso próprio Filho (cf. Jo 3,16), mesmo sabendo que este amor seria traído, flagelado e escarnecido. E o que fizestes diante deste mal? Abristes de par em par o vosso coração e deixastes que fosse ferido, para que os homens pudessem sentir o gosto do vosso amor e serem salvos! 

Estais sempre disposto a perdoar, tão somente dermos o menor passo em vossa direção. E aguardais este passo assim como esperastes o retorno do filho pródigo (cf. Lc 15,20). Vós quereis a salvação, não a desgraça. Quereis que todos os homens sejam salvos (cf. 1 Tim 2,3-4), e Vós mesmo pagastes o preço do resgate (cf. Mc 10,45). Temos que assimilar esta realidade e permitir que penetre profundamente em nossos corações para que desapareçam todas as falsas imagens que ainda temos de Vós.  

Então teremos a certeza de que Vós estais sempre à espera do perdido e que vosso coração está sempre aberto a nós. Cabe a nós nos aproximarmos de Vós! 

Mas Vós não somente esperais. Vós mesmo viestes até nós na Pessoa de vosso Filho e depois enviastes vossos mensageiros para chamar as pessoas à conversão e ao caminho da salvação (cf. Mc 16,15-16).  

Vosso amor paternal deverá derreter o gelo que encobre os corações dos homens.  

Este amor ultrapassa nossa compreensão humana. Não podemos compreendê-lo com nosso entendimento, mas podemos acolhê-lo com o coração e deixar que sejamos penetrados por ele. Assim, este mesmo amor nos ensinará como sois, na medida em que podemos compreendê-lo em nossa existência terrestre.  

Obrigado Pai, por vossa misericórdia! 

Obrigado por ser como sois! 

Obrigado, porque vosso amor nunca se cansa de nos buscar, homens! 

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