«Quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por minha causa, encontrá-la-á» (Mt 16,25).
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Santa Joana d’Arc (X) “A retratação de Joana”
Joana havia suportado as terríveis provações dos interrogatórios, os degradantes assédios dos guardas ingleses, as duras condições de reclusão e as diversas tentativas dos juízes de acusá-la de heresia. Nem mesmo a ameaça de tortura a havia dobrado. Com o apoio das santas que a acompanhavam, manteve-se inabalável e disse àqueles que a ameaçavam com a tortura: «Em verdade, ainda que me quebrásseis os membros e separásseis a alma do corpo, não poderia dizer-vos outra coisa. E se me obrigásseis a falar, sempre diria que me fizestes falar pela força».
SEGUIR AO SENHOR COM CONFIANÇA
«Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me» (Mc 8,34).
Santa Joana d’Arc (IX) A infame sentença
Com a sua transferência para Rouen, as condições de reclusão da Donzela tornaram-se mais severas. Embora devesse ter sido encarcerada numa prisão eclesiástica e vigiada por mulheres, colocaram-na sob a vigilância de soldados ingleses. O padre Jean Massieu de Rouen descreveu as suas condições de reclusão nestes termos:
RECOMPENSA A CEM POR UM
«Em verdade vos digo que vós, os que me seguistes, recebereis o cem por um e herdareis a vida eterna» (cf. Mt 19,28-29).
Santa Joana d’Arc (VIII) “Um plano diabólico: Joana é transferida para Rouen”
Com a captura de Joana, logo ficou claro o que os ingleses pretendiam fazer com ela. Joana não era simplesmente uma prisioneira de guerra importante, mas sim a sua inimiga mais temível, já que, com a sua intervenção, a supremacia inglesa na guerra contra a França havia chegado ao fim. Eles sabiam muito bem qual era a causa de suas derrotas. A interpretação que fizeram foi a de que Joana era uma bruxa e que, pela influência do diabo, tinha conseguido provocar essa reviravolta contra eles.
NÃO APEDREJAR A PECADORA
«Mulher, ninguém te condenou? — Ninguém, Senhor. — Nem eu te condeno. Vai e, de agora em diante, não peques mais» (Jo 8,10-11).
